Pesquisa mostrou que a maioria dos brasileiros veem apenas prejuízos nas apostas online
O apoio à proibição das apostas online, as chamadas bets, aumentou dois pontos percentuais entre abril e setembro, passando de 73% para 75% dos brasileiros que concordam total ou parcialmente com o fim da modalidade no país.
Os dados fazem parte da nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, parceira do Grupo A TARDE, divulgada nesta quarta-feira, 23.Tudo sobre Brasil em primeira mão!Entre no canal do WhatsApp.
O levantamento também mostra que a maioria dos brasileiros não considera as bets uma forma de complementar a renda ou fazer investimentos.
Ao todo, 84% discordam totalmente dessa ideia.
Percepção de prejuízo social
Para 59,9% dos entrevistados, as bets trazem somente prejuízos para a sociedade brasileira.
Apenas 0,7% avaliam que a atividade traz exclusivamente benefícios.
A percepção negativa aparece em diferentes grupos, mas é mais acentuada entre pessoas com ensino superior, das quais 70,3% veem apenas prejuízos, e entre os brasileiros com mais de 60 anos, faixa em que o índice chega a 65,2%.
Proteção de menores e regulação
A facilidade de acesso de crianças e adolescentes às plataformas de apostas também está entre as principais preocupações apontadas pela pesquisa.
Seis em cada dez brasileiros (60%) concordam totalmente que menores de idade conseguem acessar facilmente esses sites e aplicativos.
A pesquisa mostra ainda apoio majoritário a medidas mais rígidas para o setor:
- Impostos: 81% concordam que as empresas de apostas deveriam pagar mais tributos;
- Publicidade: 73% concordam totalmente que a propaganda das bets deveria ser limitada.
De quem é a responsabilidade?
Os entrevistados também apontaram quem consideram responsável pela disseminação das bets no país.
Para 36%, o principal responsável é o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seguida aparecem o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (25,4%) e o Congresso Nacional (16,5%).
Metodologia
O levantamento foi realizado entre 17 e 22 de setembro de 2026, com 5.015 entrevistados. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.







