Vida de Maluf na cadeia é um "suplício", diz defesa
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) perdeu a força nas pernas e precisa da ajuda dos companheiros de cela, na Papuda, para levantar da cama e se manter em pé. O advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse ao R7 que Maluf está deprimido e com dores lombares, mesmo com o bom tratamento que recebe da direção do presídio. “A vida de Maluf na cadeia é um suplício”, diz Kakay. Segundo a defesa, o deputado, de 86 anos, também trata de um câncer de próstata e sofre de problemas cardíacos.
A defesa espera que o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Bruno Macacari, receba nesta terça-feira o resultado da perícia médica realizada na sexta-feira. Com a avaliação em mãos, o juiz poderá manter Paulo Maluf no Complexo Penitenciário da Papuda ou autorizar o cumprimento de prisão domiciliar. Kakay também pretende obter autorização para que Maluf seja examinado por um médico particular.
Maluf ainda não recebeu a visita de familiares, que na ala de idosos da Papuda ocorre às sextas-feiras. O cardápio do almoço de Natal foi de arroz, feijão, frango, purê de cenouras e suco de frutas. A Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesip) informou que não há alteração no quadro de saúde do deputado.
Transtornado
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro afirmou que Paulo Maluf está transtornado com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinar o cumprimento imediato da pena de 7 anos e nove meses sem ter tido o direito a análise dos recursos. Maluf foi condenado em maio deste ano pela Primeira Turma do STF por desvios em obras públicas e lavagem de dinheiro durante sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, entre 1993 e 1996. Segundo o Ministério Público Estadual, os prejuízos ao cofres públicos em valores atualizados, passa de US$ 1 bilhão. Parte do dinheiro foi movimentado no paraíso fiscal da Ilha de Jersey. O que também preocupa a defesa é possibilidade de Maluf ficar preso por mais 40 dias, pois com o recesso do Judiciário o recurso apresentado no Supremo Tribunal Federal será analisado a partir de fevereiro.











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