O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, disse que o partido dele deve apoiar a campanha de ACM Neto (União Brasil) na Bahia e que a aliança no estado independe do apoio do ex-prefeito de Salvador à sua candidatura. A fala ocorreu nesta sexta-feira (1º), na capital.
“O nosso partido, o PDT, é dirigido aqui pelo Félix Mendonça. Ele, em audiência com os companheiros todos, tem me dado informações de que estão bem avançados, ainda não arrematados, os entendimentos para nós apoiarmos o ACM Neto”, disse Ciro Gomes.
Segundo o pré-candidato à Presidência, o ex-prefeito de Salvador é a melhor opção entre as que já foram anunciadas para o governo da Bahia.
“Eu fico absolutamente feliz com essa iniciativa do meu partido, mas se vai se consumar ou não, é melhor perguntar para os meus companheiros. Eu de cima para baixo não imponho nada, porque para a Bahia, estado que eu amo profundamente, porque é a síntese da brasilidade, nesse momento o melhor é o ACM Neto”.
Ciro Gomes deu entrevista na manhã desta sexta depois que se encontrou como o atual prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União Brasil), no Palácio Thomé de Souza. A cidade tem como vice-prefeita Ana Paula Matos, que também é do PDT e estava presente no local.
O pré-candidato à Presidência e ACM Neto já tiveram diversos encontros para discutir a eleição localmente.
“Como é que o ACM Neto pode deixar de respeitar o candidato do partido dele, que é o [Luciano] Bivar. Eu vou ficar fora da Bahia? Não, eu vou apoiar aquele que acho melhor para o estado, é unilateral”, disse Ciro.
Escolha do vice
De acordo com Ciro Gomes, a decisão sobre o pré-candidato ou pré-candidata para o cargo de vice-presidente na sua chapa será definido na convenção do PDT, marcada para o fim do mês.
“Meu vice ou a minha vice só será escolhido ou escolhida em julho e estamos começando julho hoje. Minha convenção, e isso é novidade, já está marcada, vai ser no dia 23″, contou.O primeiro turno das eleições será realizado em 2 de outubro, e o prazo para o registro das candidaturas é até 15 de agosto.
“Primeiro dia para a gente deixar logo consolidado, mas nós vamos delegar a comitiva nacional, PDT, a faculdade até o último dia possível, que é no dia 6 de agosto, para as tratativas em relação ao meu vice ou minha vice”, concluiu.
Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet em Salvador
Após dois anos sem a realização do cortejo cívico por conta da pandemia, as celebrações da Independência do Brasil na Bahia, que acontecem no dia 2 de Julho, terão ares de campanha presidencial no sábado.
Os quatro primeiros colocados na última pesquisa Datafolha, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) confirmaram presença e estarão em Salvador no mesmo dia.
O presidente e Lula estarão em eventos distintos em celebração ao 2 de Julho, mas que acontecem em regiões não tão distantes. Já Ciro e Simone vão para o mesmo local.
Ciro e Simone estarão a cerca de um quilômetro de distância de Lula, enquanto o evento com Bolsonaro terá ponto de partida a cerca de cinco quilômetros dos locais onde estarão os candidatos do PT, PDT e MDB. O raio de distância é de 3,4 quilômetros.
A situação, para Ciro Gomes, demanda responsabilidade entre os pré-candidatos. Ele afirmou que é “muito provável” que cada um deles corram riscos, sem especificar quais. No entanto, pontuou o aparato de segurança dos adversários.
“O aparato de segurança do Bolsonaro é monstruoso e o Lula não entra em uma sala dessa sem vocês passarem por um detector de metais”, afirmou.
“Pela prudência o que que está acontecendo? O Bolsonaro vai fazer uma ‘motociata’ de um lado da cidade, na Barra. O Lula parece que vai fazer um negócio confinado, mas eu, como sempre fiz, vou andar na rua. Eu sou assim, não tenho aparato, mas vou andar com meus amigos”.
Sobre cumprimentar os outros pré-candidatos caso os encontrem, Ciro falou que tirando Jair Bolsonaro, citado como uma “figura fora da democracia”, falaria com os outros, apesar das diferenças de pensamento.
“Tirando o Bolsonaro que é uma figura fora da democracia, todos nós temos diferenças profundas, insuperáveis, e no meu caso com o Lula definitivamente insuperáveis, mas sendo do campo da democracia, como ele é, graças a Deus, se nos en








