Em um áudio enviado ao PNB, o Policial Militar da Bahia, acusado de ter agredido a recreadora no parquinho de um restaurante situado no Bodódromo, em Petrolina, neste domingo (20), deu a sua versão para o episódio que foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
Gabriel Junior, juntamente com sua mulher, são acusados de terem agredido a profissional com empurrões, chutes no rosto e puxões de cabelo. Nas imagens o policial militar aparece com uma arma de fogo.
Acompanhe o relato do PM:
“Eu sou o militar da situação do Bodódromo. Eu só queria deixar claro aqui tudo o que aconteceu. Antes de acontecer os vídeos aí divulgados, o que está passando nas mídias, eu fui almoçar no bode três vezes. Durante essas três idas ao bode, a cuidadora de crianças que fica no parquinho, maltratou meu filho de 2 anos. No primeiro dia, ela pegou meu filho e deixou na mesa. Meu filho não queria ir para mesa, porque quem tem filho pequeno de dois anos sabe que quando a criança vê uma coisinha para brincar, ele fica entretido. No segundo dia, ela pegou no braço do meu filho, tomando os brinquedos, com ignorância. Nesse mesmo segundo dia uma menina aparentemente de 5 a 6 anos estava batendo no meu filho e nada ela fez. Quando ele foi ontem para brincar ela repetiu o que tinha feito no segundo dia. Falando coisa com ele, pegando no braço dele, sacudindo e a mãe viu aquela cena. Foi lá falar com ela e ao abrir a porta, ela disse que você tem que dar educação a seu filho. Seu marido tem que dar educação ao seu filho. Aí minha esposa foi e falou para ela. Ficou lá, ela falando bruto com minha esposa, ela tava pegando no braço do meu filho e fazendo as mesmas coisas que ela já tinha feito uns dias anteriores. Minha esposa levantou da mesa e foi falar com ela ‘se você não tem capacidade e não é capacitada para trabalhar com criança passa para outra pessoa’. Ela foi e meteu uma mão dos peitos da minha esposa, aí eu entrei no estabelecimento para separar. Tinha uma segunda pessoa lá, me abraçou, pegou no meu braço e nesse momento, tocou na minha arma, minha arma ia caindo, eu tentando me equilibrar porque as duas estavam lá, uma agarrada no cabelo da outra, tentando me equilibrar, eu peguei a arma da cintura e coloquei a arma para trás. Não passei mais de 9 segundos com a arma na mão e coloquei a arma na cintura novamente. E aí soltaram um vídeo aí me incriminando, dizendo que eu puxei arma para crianças, que eu espanquei a cuidadora. Jamais iria fazer isso, até porque eu sei dos meus direitos. Então, estou aqui para esclarecer. Sou homem para assumir meus erros e também meus acertos. Então, peço a todos que não me julguem, porque não sou uma pessoa de má índole. Como já me julgaram. Disseram: ‘Tava bebendo e alterando’. Primeiramente, eu não bebo. Quem me conhece sabe que eu não bebo, eu nunca bebi. E jamais eu vou tá tomando esse tipo de atitude, e principalmente em locais isolados, de crianças. Então, estou aqui para esclarecer os fatos. Espero que todos entendam a minha situação”, relatou.
De acordo com informações apuradas pelo PNB, o policial militar não é lotado em nenhuma unidade da região Norte, de responsabilidade do CPR-N.
Procurada pelo PNB, a Assessoria de Comunicação da PMBA informou apenas que “o fato será apurado”.
Entenda o caso
A vítima registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Petrolina por lesão corporal. A Polícia Civil informou que ” a investigação segue em andamento até o esclarecimento dos fatos”.
Em depoimento, a recreadora informou que as agressões tiveram início após o filho dos agressores começar a brigar com as outras crianças que estavam no parquinho. A profissional teria então chamado a mãe do menino para que ela acalmasse o filho.
Incomodada com a situação, mulher teria dito “que estava pagando e o filho dela continuaria no parquinho”, foi quando as agressões verbais, com xingamentos contra a recreadora, teriam começado.
Ainda segundo o boletim, a mulher colocou o dedo no rosto da profissional, que pediu que a mulher retirasse o dedo e se acalmasse, pois no lugar haviam outras crianças. Foi então que a acusada “ficou estressada e partiu para a agressão física”, de acordo com o depoimento da vítima.
O PM, ao ver a confusão, teria entrado no local com gritos e xingamentos contra a vítima. No B.O consta ainda que ele também teria agredida a vítima com empurrões e no momento em que a recreadora caiu, ela foi agredida com chutes no rosto e puxões de cabelo.
Toda as agressões aconteceram em frente às crianças que estavam no parquinho do restaurante.
Redação PNB





