Em entrevista ao PNB, Comandante da base Norte de Operação Florestal alerta para a prática de atear fogo em lixo: “É crime ambiental”

Em entrevista ao Programa Preto no Branco na rádio Transrio FM, nesta sexta-feira (15), o Comandante da base Norte de Operação Florestal, Major Luciano Alves, falou sobre o incêndio registrado na tarde dessa quinta-feira (14), na BR-407, próximo a subestação da Chesf, no município de Juazeiro, Norte da Bahia.

Ele explicou que as chamas tiveram início após um morador atear fogo em um lixo doméstico e perder o controle da situação. O homem solicitou apoio do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia.

Devido ao incêndio, houve a explosão de um transformador e rompimento de uma linha de transmissão de energia da rede de alta tensão. Segundo a Neoenergia Coelba, cerca de 112 mil residências foram afetadas com a perda de energia elétrica nas cidades Petrolina, Juazeiro, Afrânio, entre outros municípios da região.

“Se as guarnições de combate a incêndio florestais não tivessem se deslocado imediatamente ao local e prontamente iniciado o combate ao incêndio, a situação teria sido muito pior, visto que as chamas se alastraram rapidamente”, destacou o comandante.

Ao todo, três guarnições da base florestal atuaram na ocorrência. Prepostos da Coelba também estiveram no local para restabelecer a normalidade do fornecimento de energia, bem como garantir aos militares empregados na situação a segurança necessária à realização do combate.

Crime Ambiental

A prática de atear fogo no lixo, oferece riscos e configura como Crime Ambiental, pela lei nº 9.605 de 1998. O ato causa poluição e coloca em risco a saúde humana, a segurança dos animais e destrói a flora. A queimada do lixo doméstico, que emite poluição na forma de fumaça, também causa risco de incêndio para as habitações locais e o fogo pode atingir a fiação, causando acidentes mais graves.

Redação PNB

Post Author: Rogenilson Reis

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