“Continuamos com nossos salários atrasados”, essa é a situação que vem sendo enfrentada há cinco meses pelos profissionais de enfermagem que atuam no Hospital Promatre, em Juazeiro, no Norte da Bahia. De acordo com eles, apesar das diversas denúncias, até momento nenhuma providência foi adotada para a resolução do problema.
“Além de estarmos todos esses meses sem receber nossos salários, também não temos nenhuma satisfação por parte da direção do hospital. Estamos trabalhando como voluntários. Além disso, também estamos cobrando o nosso piso salarial, e nosso retroativo, que até o dia de hoje também não foram pagos, apesar de todos os hospitais de Juazeiro já terem efetuado esse repasse.
Até esse dinheiro, que é nosso por direito, e que veio diretamente do Ministério da Saúde, eles não repassam para a gente.
É triste essa situação que estamos vivendo, porque só andamos para trás e entramos em um emaranhado de dívidas, sendo que estamos trabalhando. Entra mês e sai mês e nada de salário, e pior de tudo é que somos tratados feito lixo. Não nos dão nenhuma satisfação, e nem explicam o porquê de tantos meses sem nos pagar. Tem profissionais que pegaram dinheiro com agiotas para comer e agora estão sendo ameaçados. Alguns já estão até com quadro depressivo. Todos os órgãos de fiscalização já foram acionados, mas até agora nada mudou”, reclamaram.
Relembre
No último dia 16, após inúmeras reclamações de funcionários, o PNB procurou o Ministério Público do Trabalho para ouvir o órgão sobre a questão. Na ocasião, em nota enviada a nossa redação, o MPT esclareceu que “tem um inquérito aberto para apuração de atraso ou não pagamento das verbas rescisórias por parte do Hospital Pro Matre de Juazeiro. Trata-se de uma investigação, que corre sob o número IC 000204.2022.05.003/8, e apura o cumprimento de normas trabalhistas. Já foram realizadas audiências e solicitados documentos à empresa e ao município, contratante dos serviços. O MPT não atua neste caso como mediador de conflitos trabalhistas. A apuração, quando concluída, poderá levar à negociação de um termo de ajuste de conduta ou até a uma ação civil pública”.
Redação PNB





