Isolamento e falta de articulação de Secretários(as) de Comunicação prejudicam gestão e relação com a Imprensa

Isolamento e falta de articulação de Secretários(as) de Comunicação prejudicam gestão e relação com a Imprensa

A comunicação pública é um dos pilares fundamentais para o sucesso de uma gestão. Contudo, observa-se que alguns secretários de comunicação que assumiram recentemente as assessorias de prefeituras em 2025, por falta de experiência e compreensão do jogo político, acabam adotando posturas que comprometem a eficácia de suas funções.

Isolados em suas salas, muitos desses profissionais parecem esperar passivamente pela chegada de boas notícias ou pela identificação de críticas aos gestores, sem proatividade ou diálogo com os colegas da imprensa. Essa postura reflete não apenas desconhecimento sobre a dinâmica do setor, mas também um despreparo que enfraquece a relação institucional com veículos de rádio, sites ,TV e outros meios de comunicação.

Uma reclamação recorrente é a ausência de contato direto entre os secretários e os jornalistas locais. Enquanto alguns veículos são priorizados, outros são deixados de lado, criando um ambiente de desigualdade e tensão. A comunicação pública deve ser ampla e inclusiva, abrangendo diferentes segmentos da imprensa e promovendo uma relação de parceria e respeito.

Essa falta de articulação gera invisibilidade para algumas ações da gestão pública e contribui para a disseminação de narrativas negativas. Quando não há comunicação eficiente, até mesmo as melhores iniciativas correm o risco de não alcançar a população, criando um vácuo de informação que pode ser preenchido por críticas e insatisfação.

O papel de um secretário de comunicação vai muito além de emitir notas ou gerenciar crises. Ele é responsável por construir pontes entre a gestão pública, a imprensa e a sociedade. A comunicação estratégica exige transparência, agilidade e, acima de tudo, habilidade para criar conexões duradouras.

A falta de abertura e a priorização de alguns veículos sobre outros demonstram um equívoco na compreensão da função do cargo. O verbo que define o trabalho no serviço público é “passar”, não “permanecer”.

Post Author: Rogenilson Reis

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