Um grupo de monitores de ressocialização do Conjunto Penal de Juazeiro, na região Norte da Bahia, voltou a entrar em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar das condições de trabalho. Eles acusam a atual direção da unidade de assédio moral e humilhações.
“Estamos sofrendo muito no Conjunto Penal de Juazeiro. Tanto o diretor do Conjunto Penal, Arquimedes, como o gerente, estão criando um ambiente de trabalho hostil e desrespeitoso. Estamos sendo submetidos a revistas nas celas todos os dias, o que consideramos excessivo e humilhante. Além disso, eles dizem que não adianta nada denunciar e todos que manifestam insatisfação eles demitem”, relatam.
Além disso, os agentes afirmam que são obrigados a trabalhar longas horas sem descanso, o que está afetando sua saúde.
“É praticamente um trabalho escravo, não temos mais direito a descanso. Não aguentamos mais. Muitos funcionários já estão doentes e sendo afastados por atestado médico”, acrescentam.
Os trabalhadores também denunciam que estão sendo realizadas revistas nos funcionários na entrada do Conjunto Penal, medida que consideram abusiva e ilegal.
“Estão abrindo todas as nossas bolsas. Isso é uma violação dos direitos dos funcionários. É uma medida ilegal, mas parece que o diretor do CPJ não gosta de cumprir as leis”, criticam.
Outra reclamação é a falta de reajuste salarial. Atualmente, os profissionais recebem R$ 1.600 reais, o que consideram como uma “vergonha”.
Por fim, os agentes penitenciários pedem que as autoridades tomem medidas para resolver esses problemas e melhorar as condições de trabalho no Conjunto Penal de Juazeiro.
O Portal Preto no Branco está tentando entrar em contato com o diretor do Conjunto Penal e com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, gerente, para obter respostas sobre as denúncias.
Redação PNB




