O barulho do bolsonarismo e o silêncio de Lula

O bolsonarismo vive do barulho. É um projeto que não precisa de soluções, mas de ruído permanente. Grita contra a democracia, espalha teorias conspiratórias, alimenta o ódio e cria um ambiente de caos para esconder sua maior fraqueza: a ausência de propostas reais para o país. O grito bolsonarista espanta “cobras e lagartos”, mas também afasta os pássaros, isto é, espanta o diálogo, a esperança e a convivência democrática.

Por outro lado, Lula governa em passos que lembram o silêncio da madrugada. Muitos confundem isso com passividade, mas não se trata disso. É estratégia. Assim como a coruja, que caça no escuro sem ser percebida, Lula aposta no trabalho silencioso, na articulação política e na reconstrução de políticas públicas destruídas pela gestão anterior.

Enquanto Bolsonaro organiza motociatas e tenta manter o clima de guerra, Lula aprova medidas importantes no Congresso, recupera programas sociais, fortalece a economia e reposiciona o Brasil no cenário internacional. São ações que, por vezes, não ocupam o noticiário com o mesmo estrondo, mas que mudam concretamente a vida das pessoas.

A diferença é clara: o bolsonarismo precisa do barulho para sobreviver, porque não tem nada além dele. Lula aposta no silêncio que constrói, porque sabe que resultados falam mais alto do que gritos.

O Brasil precisa escolher de que lado quer estar: o do ruído estéril que paralisa ou o do silêncio que produz. A história já mostrou que o barulho pode até iludir por um tempo, mas é o trabalho silencioso que permanece.

Post Author: Rogenilson Reis

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *