A moradora Jeneide Maria de Oliveira, residente na Rua Fortaleza, nº 8, bairro Piranga I, em Juazeiro (BA), procurou a Rede GN para denunciar a dificuldade que vem enfrentando há mais de um mês na busca por atendimento médico adequado. Em vídeo enviado à redação, ela relata estar sofrendo com fortes dores de cabeça constantes, inchaço acentuado no rosto, episódios de sangramento nasal com sangue escuro e dormência no lado esquerdo do rosto e do braço.
Segundo Jeneide, a situação tem se agravado dia após dia, sem que ela consiga obter assistência efetiva nas unidades de saúde do município. “Tenho ido ao postinho, que me encaminha para a UPA. Na UPA, tomo medicação e sou liberada. A dor volta mais forte. Quando procuro o Regional, eles me mandam de volta para o postinho. É um ciclo sem solução”, afirma.
Ela conta que possui um encaminhamento médico para atendimento no Hospital Regional, dado pelo profissional que a acompanha no posto de saúde do bairro, por entender que o caso necessitaria de exames e suporte mais avançados. No entanto, ao chegar ao Regional, afirma ter sido informada que nada poderia ser feito.
“Cheguei, tomei as medicações, e mesmo assim meu rosto não desinchou. As técnicas de enfermagem disseram que não poderia fazer muito por mim, porque lá não tinha o que fazer, que eu voltasse pra casa e procurasse o médico do postinho. Mas o meu caso é tão grave, que se eu esperar mais um mês ou dois pela Secretaria de Saúde eu vou morrer”, desabafa.
Jeneide relata que, sem alternativas e com dor constante, tem tentado ajustar por conta própria as doses dos medicamentos prescritos, mas sem obter melhora. O quadro físico também tem prejudicado seu trabalho, já que, segundo ela, sua pressão sobe constantemente devido à dor, fazendo com que precise retornar para casa sem conseguir trabalhar.
“Se eu tivesse condições de pagar uma ressonância magnética, eu já tinha pagado, não estaria nessa situação com meu rosto. Eu tenho como comprovar aqui várias receitas, o encaminhamentos que o médico me deu, eu não sei mais o que fazer”, lamenta.
A paciente faz um apelo à prefeitura, pedindo que sua situação seja analisada com urgência: “Eu não estou indo para porta de hospital brincar. Já tomei até morfina para dor de cabeça e nada resolve. Peço, encarecidamente, que o prefeito veja o que pode fazer por mim.”
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau) informa que a usuária mencionada buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) Piranga I e II no dia 1º de dezembro de 2025, ocasião em que foi acolhida e avaliada pela equipe médica, de acordo com o protocolo assistencial vigente.
Registros anteriores da própria unidade, datados de 3 e 17 de novembro, não apresentam menção a queixas semelhantes às relatadas.
A usuária retornou à UBS em 8 de dezembro, sendo novamente avaliada pela equipe, que adotou as condutas técnicas adequadas, dentro do escopo da Atenção Primária, e orientou a busca por unidade de urgência para continuidade da assistência, conforme preconizado nesses casos.
Sobre o encaminhamento para consulta com neurologista, a Sesau reitera que a guia foi emitida dentro do período regular e será priorizada na próxima abertura de vagas, considerando o recesso da Policlínica Regional, referência para esse tipo de atendimento especializado.
Até o momento, não há registros clínicos na UBS que sustentem a informação citada no vídeo referente à “perda de sangue”.
A Sesau reforça que as equipes da Atenção Primária seguem protocolos consolidados, realizam os encaminhamentos devidos e atuam com responsabilidade técnica, sempre com foco na segurança do paciente e na continuidade do cuidado.
A Sesau reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito à população e a oferta de um atendimento humanizado e de qualidade.RedeGN/








