Sesau se manifesta após usuária relatar dificuldades no atendimento para vacinação na UBS do bairro Maringá, em Juazeiro

Após uma usuária da Unidade Básica de Saúde José Ângelo Ramalho Gonçalves de Lima, localizada no bairro Maringá, em Juazeiro, no norte da Bahia, relatar dificuldades para receber vacinação na unidade, a Secretaria Municipal de Saúde se manifestou.

Em nota enviada ao Vale comentar, a Sesau informou que “imunobiológicos (vacinas) e medicações são insumos distintos e seguem fluxos diferentes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os imunobiológicos são fornecidos gratuitamente, conforme o calendário de rotina estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), estando disponíveis nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já as medicações somente são administradas mediante prescrição médica prévia, e algumas delas não fazem parte da lista de medicamentos disponibilizados pelo SUS, não estando, portanto, disponíveis nas unidades básicas.
No que se refere especificamente à vacinação, a Sesau reitera que foi amplamente divulgado, por meio de card informativo e nota oficial, que nos dias 9 e 10 a vacinação estaria concentrada no Centro de Saúde III, com retorno da oferta nas Unidades Básicas de Saúde a partir da quinta-feira subsequente.
Contudo, excepcionalmente, houve uma intercorrência técnica na quarta e quinta-feira, em razão de falha no equipamento de refrigeração (geladeira) da unidade do bairro Maringá. Para garantir a qualidade, segurança e conservação adequada dos imunobiológicos, a vacinação foi temporariamente suspensa nesses dias, até a substituição completa do equipamento, o que já foi devidamente realizado.
A Sesau reforça que, desde esta segunda-feira (15) e terça-feira (16), a vacinação ocorre normalmente na unidade. A equipe local confirmou que o atendimento está regular e que a população pode procurar a sala de vacinação, inclusive no período da tarde, para receber os imunizantes conforme indicação.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça seu compromisso com a transparência, a segurança sanitária e a qualidade dos serviços prestados à população, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.”

Em novo contato com o Portal Preto no Branco, a usuária informou que conseguiu ser atendida e recebeu a vacinação.

A reclamação:

Segundo o relato, desde a última quarta-feira (10), ela tem ido diariamente ao local para receber a vacina e também imunizar o filho, mas não conseguiu ser atendida em nenhuma das tentativas.

“Desde o dia 10 estou indo ao posto do Maringá para tomar vacina e aplicar no meu filho, e todos os dias há uma desculpa diferente. Na quarta-feira da semana passada, estava sem geladeira; na quinta, fui novamente e não havia vacina. Na sexta-feira, é a folga da técnica, o que não entendo, já que trabalha de segunda a sexta e ainda tem uma folga na semana. Ontem não tinha medicação e, hoje, a técnica não foi trabalhar”, relatou.

A cidadã afirma que a situação tem prejudicado diretamente a população, que busca um direito básico garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A gente está indo atrás de um direito nosso. A população precisa da medicação, e não há compromisso em administrar as vacinas”, disse.

Ela também informou que tentou atendimento em outro posto de saúde, mas não conseguiu, pois foi orientada de que só poderia ser atendida na unidade mais próxima de sua residência.

“Fomos a outro posto e não pude tomar a vacina contra a bronquiolite, porque precisa ser no posto mais próximo e informaram que o atendimento ocorre por CPF. As semanas estão passando e eu não vou poder tomar a vacina por irresponsabilidade de terceiros”, concluiu.

Post Author: Rogenilson Reis

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