Três anos após os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, o Brasil volta a relembrar o 8 de janeiro de 2023 como um dos episódios mais graves da história recente da democracia. Naquela tarde de domingo, milhares de pessoas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma tentativa de romper a ordem democrática e impedir o funcionamento das instituições, em protesto à posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada uma semana antes no mesmo local.
Desde então, o STF autuou 1.734 ações penais relacionadas aos atos antidemocráticos. O balanço foi apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes na última sessão da Primeira Turma em 2025. Desse total, 810 foram condenados por ações que envolveram crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e atentados contra o Estado Democrático de Direito, além de incitação e associação criminosa.
No dia 10 de janeiro de 2023, a REDEGN destacou o juazeirense, comunitário David Lima foi um dos presos acusado de envolvimento em atos golpistas em Brasilia.
Na época, Davi Lima prestava serviço ao SAAE, Serviço de Água e Saneamento Ambiental e foi preso acusado de participação no atos que culminaram com invasão do Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal.
Em um dos videos Davi Lima disse “que fazia dois dias que ele estava preso, no presidio do Xandão e não estavam respeitando os seus direitos”. Ele foi preso em Brasília e foi orientado retornar Juazeiro Bahia e se apresentar na Polícia Federal.
Além de 14 absolvições, foram também homologados 564 acordos de não persecução penal, com réus de menor potencial ofensivo. Esses acordos previam medidas como prestação de serviços à comunidade e cursos sobre democracia, além de resultar na restituição de mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos para reparação dos danos causados aos prédios públicos.
Outras 346 ações penais seguem em tramitação, em fase final de instrução, e 98 denúncias já foram oferecidas, a maioria envolvendo financiadores dos atos, casos que demandaram investigações mais complexas.
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