CPMI do INSS pede ao STF que apreenda passaporte de Lulinha

Parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no INSS solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (13), a adoção de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido inclui a apreensão do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.

A solicitação é assinada pelo relator da CPMI, senador Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), além de parlamentares da oposição no Senado e na Câmara.

Segundo os autores do pedido, Lulinha foi citado em depoimentos e em materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a investigação sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Os parlamentares argumentam que o retorno de Fábio Luís à Espanha, onde reside atualmente, poderia dificultar o andamento das investigações. A viagem foi noticiada após ele passar o período de fim de ano no Brasil. Para os membros da CPMI, a adoção de medidas cautelares serviria para garantir a continuidade das apurações e eventual aplicação da lei.

No documento encaminhado ao STF, os congressistas mencionam como precedente as medidas impostas à empresária Roberta Luchsinger, alvo de buscas da PF em dezembro. A Polícia Federal investiga a possibilidade de que Fábio Luís tenha atuado, por meio dela, como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema investigado.

A PF informou ao STF que o nome do filho do presidente apareceu em conversas de terceiros, mas ressaltou que, até o momento, não há elementos que comprovem sua participação direta nas fraudes. A defesa de Fábio Luís nega qualquer envolvimento ou vínculo societário com os investigados.

Além do pedido da CPMI, o STF também recebeu solicitação de prisão preventiva apresentada por advogado de um ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso segue sob análise do Supremo.

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