O baixo volume de chuvas está preocupando agentes do setor elétrico, em meio ao receio de que os reservatórios das hidrelétricas não consigam se recuperar no período de maior precipitação na maior parte do país.
Esse foi o principal tema da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
Analistas indicam que há possibilidade de impactos nos preços, com antecipação do acionamento da bandeira tarifária nas contas de luz já em fevereiro, antes do previsto. Este mês, a bandeira em vigor é a verde, sem cobrança adicional.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também já vinha alertando que as afluências para o mês de janeiro estavam abaixo da média em quase todas as regiões do país, com exceção do Sul. Segundo o órgão, a situação exige “monitoramento contínuo” na operação do Sistema Interligado Nacional (SIN)
“Os resultados indicam um cenário de atenção na operação do SIN”, disse o diretor de Operação Christiano Vieira, em nota na sexta-feira (9/1).
O alerta se soma à perspectiva de aumento da demanda, sobretudo no Norte e Nordeste.
Um dos índices que mede a situação dos reservatórios é a Energia Armazenada (EAR), que indica o volume de água disponível nos reservatórios que pode ser convertido em geração.
Os dados do ONS indicam que a EAR vai chegar ao fim de janeiro em 50,5% no Norte; 49,6% no Nordeste e 46,7% no Sudeste/Centro-Oeste. A situação mais confortável é no Sul, onde o índice deve encerrar o mês em 63,7%.
A empresa de meteorologia Notus indicou que os últimos meses tiveram precipitação abaixo da média para o período. Por isso, os níveis dos reservatórios registraram volumes mais baixos em dezembro do que em 2022 e 2023 .
Já havia uma expectativa de que as chuvas do verão seriam insuficientes para recompor os reservatórios de hidrelétricas.
As chuvas do período úmido entre 2025 e 2026 estão abaixo da média e frustram as expectativas do setor elétrico, afirmam especialistas à Agência iNFRA. Fontes a par do debate no governo já citam preocupação com o regime de chuvas para este ano.
A meteorologista, especialista em Clima e Energia da Climatempo, Marcely Sondermann, aponta que as chuvas estão abaixo da média em grande parte do país, inclusive onde estão os principais reservatórios de geração de energia elétrica nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Segundo ela, no período úmido, foram registrados apenas dois episódios de chuvas mais volumosas capazes de elevar os níveis de forma significativa, um em dezembro de 2025 e outro no início de janeiro de 2026.
“Até agora, as chuvas não têm sido suficientes para uma recuperação consistente dos principais reservatórios”, disse a especialista. “Esse cenário requer uma grande atenção. Apesar de ainda haver alguma contribuição das chuvas, a recuperação dos reservatórios tem ocorrido de forma lenta e gradual.”
As chuvas do período úmido entre 2025 e 2026 estão abaixo da média e frustram as expectativas do setor elétrico, afirmam especialistas à Agência iNFRA. Fontes a par do debate no governo já citam preocupação com o regime de chuvas para este ano.
A meteorologista, especialista em Clima e Energia da Climatempo, Marcely Sondermann, aponta que as chuvas estão abaixo da média em grande parte do país, inclusive onde estão os principais reservatórios de geração de energia elétrica nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Segundo ela, no período úmido, foram registrados apenas dois episódios de chuvas mais volumosas capazes de elevar os níveis de forma significativa, um em dezembro de 2025 e outro no início de janeiro de 2026.
“Até agora, as chuvas não têm sido suficientes para uma recuperação consistente dos principais reservatórios”, disse a especialista. “Esse cenário requer uma grande atenção. Apesar de ainda haver alguma contribuição das chuvas, a recuperação dos reservatórios tem ocorrido de forma lenta e gradual.”
redegn com informações ONS Foto Ney Vitala arquivo redegn








