Em meio à crise imagem provocada pelas movimentações do Caso Master, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), tem conversado com ministros da Corte sobre o Código de Conduta proposto por ele ainda em 2025. Mesmo com resistências, Fachin tem feito conversas, sem citar nomes ou casos específicos, sobre a vontade de debater e consolidar um conjunto de diretrizes éticas para a magistratura.
O presidente do STF antecipou a volta a Brasília para tratar dos desgastes provocados pelo caso Banco Master e até o momento conversou com alguns ministros: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia. Ontem, Fachin se encontrou com Flávio Dino, que está no Maranhão.
Fachin não apontou dedo ou citou casos específicos em nenhum dos diálogos. As conversas são no tom de aprovar as diretrizes dentro da Corte. Apesar dos encontros, alguns magistrados que afirmam ainda não terem visto documento redigido sobre o Código de Conduta. Há citações, ideias e conversas, segundo os magistrados.
Fachin ainda está de férias (o recesso do Judiciário acaba no final deste mês de janeiro). Ele já conversava com outros ministros da Corte sobre a crise, mesmo distante da capital federal, e também citou o Código de Conduta.
Ainda assim, optou por interromper o descanso para gerenciar o momento delicado para os magistrados do Supremo, com o caso Master em evidência.
O estopim da crise tem como personagem o relator do inquérito do caso Master, Dias Toffoli. Ele tem sido pressionado por segmentos da política e foi alvo de reclamações de delegados da Polícia Federal (PF), especialmente após a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, quando determinou que as provas obtidas na operação ficassem sob a guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não da autoridade policial.
Fachin tratou da repercussão do caso Master e dos desgastes que o Supremo tem tido com a Polícia Federal (PF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O presidente da Corte já externou que contar com o apoio de alguns ex-ministros, especialmente Celso de Mello e Rosa Weber. A proposta é inspirada em modelos adotados por cortes alemãs, mas enfrenta resistência interna, pois determinados ministros não querem perder o poder que têm hoje.








