Sindicombustíveis exemplifica a diferença de custo entre as cidades de Juazeiro e Petrolina

Conforme publicado na REDEGN, desde a última sexta-feira (06) os motoristas de Juazeiro e Petrolina já sentem no bolso os reajustes no preço dos combustíveis. O consumidor tem encontrado o litro da gasolina por até até R$7,09, conforme foto registrada pelo leitor da REDEGN, Aldizio Barbosa.

Centenas de comentários após a publicação: “absurdo”, “indignado”, “já é o reflexo da guerra no Oriente que os empresários repassam valores consumidor”.

O Sindcombustíveis afirma que o cenário internacional, como as tensões crescentes entre Estados Unidos, Israel e Irã, já está interferindo no valor do petróleo e, consequentemente, no preço do combustível.

“Ninguém esperava que houvesse um conflito no sábado. No próprio sábado, o mercado internacional já apontou para um aumento considerável do barril do petróleo”, disse o secretário executivo do Sindicombustíveis Bahia, Marcelo Travassos.

“O barril estava sendo comercializado a 71 dólares e subiu para 80. Hoje já está em 85 dólares. Imagina esse posto que comprava por um preço e hoje está pagando mais ou menos pelo preço que ele vendia”, explicou.

A empresa ressaltou que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.

Em entrevista para a TV Bahia, o secretário executivo do Sindicombustíveis Bahia, Marcelo Travassos, afirmou que os preços da gasolina devem oscilar de acordo com o desenrolar do conflito no Oriente Médio.

“Agora imagine, se você tem um impacto em 40, 50 litros, imagine o posto que compra 30 mil litros? O impacto no fluxo financeiro deles…”, pontuou.
Marcelo Travassos também afirmou que os preços na Bahia são maiores que os tabelados pela Petrobras, em outras cidades do país.

“É uma situação muito delicada principalmente porque temos nove estados que fazem fronteiras com a Bahia. Nosso produto vem da Acelen, que utiliza o preço internacional como parâmetro para precificação dos seus derivados, enquanto a Petrobras não usa esse parâmetro”.

O diretor do Sindicombustíveis exemplificou a diferença de custo entre as cidades de Juazeiro, no norte baiano, e Petrolina, em Pernambuco, que são separadas por uma ponte de 800 metros, e segundo Marcelo Travassos, está em aproximadamente R$ 1,50.

“Evidentemente que esses postos de estradas na Bahia vão sofrer, porque nosso estado é continental, que tem aproximadamente cinco BRs, que cortam norte, sul, leste e oeste, e que tem fronteiras com esses estados que são abastecidos pelo sistema Petrobras”, contou.redegn com informações G1 bAHIA foto arquivo REDEGN Aldizio Barbosa

Post Author: Rogenilson Reis

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