O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, passou a ser cotado como um possível nome para compor a chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026. O edil está deixando o PSDB, conforme o BNews revelou com exclusividade. A movimentação ganhou força após articulações relatadas neste sábado (14).
O filho de Muniz, Carlos Muniz Filho, deve ser lançado como deputado federal por um partido da base petista (o mais cotado no momento seria o Podemos, mas outras legendas não estão descartadas). Além disso, no pacote, Muniz também ocuparia a vaga de vice.
A ideia é que Muniz possa surgir como alternativa para a vaga de vice na tentativa de ampliar a coalizão política em torno da reeleição do petista. A eventual escolha teria potencial de dialogar com setores do eleitorado de Salvador, onde Jerônimo tem rejeição, e com quadros de partidos que hoje orbitam fora do núcleo duro do governo estadual, trazendo votos ‘novos’ para o postulante da majoritária.
Atualmente, o cargo de vice-governador é ocupado por Geraldo Júnior, aliado de Jerônimo e também do próprio Muniz. Nos últimos meses, o presidente vinha dando sinais de aproximação política com o governador.
Em entrevistas ao BNews, o vereador sempre demonstrou simpatia pelo projeto político do petista e chegou a afirmar que voltaria a votar em Jerônimo numa próxima eleição, além de reconhecer a força da máquina estadual na disputa eleitoral.
Muniz rompeu com o PSDB
A saída de Muniz da base do pré-candidato ACM Neto (União Brasil) ocorre após um desentendimento em reunião com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e com o presidente estadual do PSDB, Adolfo Viana.
A reportagem apurou que que havia a promessa de montagem de uma nominata capaz de eleger três deputados federais, mas o arranjo final teria ficado desfavorável para a candidatura de Carlos Muniz Filho.

Ao BNews, o vereador confirmou a insatisfação e disse que o filho não será candidato pelo PSDB. Ele também afirmou que pretende buscar uma forma de deixar a legenda sem perder o mandato. Segundo Muniz, a promessa feita pelo partido não foi cumprida e, por isso, a permanência na sigla se tornou inviável.
“Hoje meu filho não é candidato pelo PSDB. Pode ser candidato por qualquer outro partido, menos pelo PSDB”, reagiu o parlamentar. Para sair do PSDB, contudo, Muniz ‘pai’ precisa de uma autorização da cúpula. Do contrário, pode perder o mandato.








