No dia 21 de março comemora-se o dia Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, uma data importante para lembrarmos que se queremos uma sociedade sem racismo, precisamos combater o mesmo!
É de extrema importância que as instituições se debrucem para que sejam antirracistas em atitudes concretas, revendo suas condutas e se posicionando contra o racismo em todas as suas dimensões. As instituições de ensino, que são atravessadas pelo racismo e todas as formas de preconceito, precisam se posicionar mediante a sociedade que precisa ser melhor para todas as pessoas, sem exceção.
Por isso, ter um programa como o Mediversidade no IDOMED é muito importante. Tradicionalmente os cursos de medicina são majoritariamente brancos e elitistas, e essa ação é, de fato, antirracista.
A medicina tem que representar a sociedade, que é diversa e constituída por maioria negra. Portanto, precisamos garantir que não só tenhamos a entrada de estudantes na medicina, mas que se mantenham sendo fortalecidos e empoderados, como é a missão do Conexões Negras, uma comunidade criada por Gabriela Nascimento e Dereck Nogueira, e que sou professora focal.
Ser uma mulher negra, médica e professora do IDOMED possibilita a outras meninas e meninos negros se sentirem representados e verem este lugar como possível.
Todavia precisamos frisar, que enquanto as oportunidades não forem iguais, teremos cada vez menos representatividade na medicina. Portanto sim, a contratação de mais pessoas negras para professores e cargos de liderança, bem como iniciativas de entrada estudantes negros e outras populações invisibilizadas na graduação de medicina, permite que tornemos a medicina mais humana e empática, habilitando nossos alunos ao cuidado de pessoas diversas e plurais que assistirão ao longo da formação e da vida profissional.
Amanda Machado, docente do IDOMED







