A falta de uma linha regular de ônibus entre Petrolina e Juazeiro tem gerado revolta e inúmeros prejuízos à população das duas cidades, que são separadas apenas pela Ponte Presidente Dutra, mas enfrentam dificuldades cada vez maiores para se locomover diariamente.
O problema, que já se arrasta há algum tempo, tem sido alvo de constantes reclamações de leitores do blog, que relatam transtornos para chegar ao trabalho, às universidades e até mesmo para resolver atividades básicas do dia a dia.
A situação atinge diretamente estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e de outras instituições de ensino superior, além de trabalhadores que dependem do deslocamento entre as duas cidades, que funcionam, na prática, como uma única região integrada.
Sem o transporte coletivo regular, muitos são obrigados a recorrer a alternativas mais caras, como transporte por aplicativo, vans irregulares ou até deslocamentos a pé, o que aumenta os custos e compromete a rotina de milhares de pessoas.
A ausência da linha evidencia uma falha grave na gestão do transporte intermunicipal e levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela regulação e fiscalização do serviço.
No caso da ligação entre Pernambuco e Bahia, a autorização e fiscalização do transporte interestadual envolvem órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além de entes estaduais e municipais que também têm responsabilidade sobre a mobilidade urbana.
O que se vê, no entanto, é um jogo de empurra e uma população refém da ineficiência do poder público.
O clamor é claro: a população quer uma solução urgente.
Não é aceitável que duas cidades do porte de Petrolina e Juazeiro, que movimentam a economia do Vale do São Francisco, não tenham um sistema de transporte coletivo eficiente e acessível entre si.
É preciso saber:
- Quem é o responsável por essa concessão?
- Qual empresa deveria estar operando essa linha?
- Por que o serviço não está sendo prestado de forma regular?
A população não pode continuar pagando o preço da desorganização.
Diante da gravidade da situação, o blog cobra providências imediatas dos órgãos competentes e das autoridades locais.
A mobilidade entre Petrolina e Juazeiro não é um luxo — é uma necessidade básica para milhares de pessoas.
E, neste momento, está sendo negligenciada.







