EUA e Irã tentam salvar cessar-fogo em meio a novas hostilidades no Golfo e no Líbano

Representantes de alto escalão dos Estados Unidos e do Irã desembarcam em Islamabad, no Paquistão, para uma rodada de negociações cruciais marcada para este sábado (11). O encontro ocorre sob um cessar-fogo instável e o temor de uma escalada regional, alimentada pela ofensiva israelense contra o Hezbollah no Líbano e pelas ameaças de Teerã sobre o controle do Estreito de Ormuz.

O vice-presidente americano, JD Vance, já iniciou o deslocamento para o território paquistanês. Em contrapartida, o governo iraniano mantém sigilo sobre a composição de sua comitiva, mas já estabeleceu uma condição rígida: a suspensão imediata das hostilidades contra o Hezbollah. Para Teerã, a continuidade dos ataques é um entrave que pode inviabilizar qualquer diálogo com Washington.

Novos focos de tensão
A diplomacia enfrenta obstáculos imediatos. O governo do Kuwait denunciou, nesta quinta-feira (9), um ataque de drones em seu território, atribuindo a autoria ao Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica, contudo, negou envolvimento na ação, classificando as acusações como infundadas.

Desdobramentos em Washington
Enquanto o eixo Islamabad-Teerã é negociado, uma segunda frente diplomática se abre no Ocidente. Sob pressão direta do presidente Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sinalizou a abertura de conversas com o governo libanês para a próxima semana, em Washington. A pauta central será o desarmamento do Hezbollah.

Apesar da abertura ao diálogo, Netanyahu mantém uma postura de linha dura:

“Autorizamos o início das conversas, mas não haverá interrupção das operações militares contra alvos do Hezbollah até que a segurança de nossas fronteiras seja garantida”, pontuou o premiê.

Post Author: Rogenilson Reis

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