Por volta das 13h desta sexta-feira (17) um grave acidente foi registrado no Km 273, da BR-235, a cerca de dois quilômetros e meio de Poço de Fora, distrito de Curaçá. Em áudio encaminhado à Redação, o ex-vereador de Curaçá, Adelson Félix fez um relato contundente, denunciando problemas estruturais, falhas na sinalização e até roubo de equipamentos de segurança na rodovia. O acidente ocorrido hoje, reacende o alerta sobre as condições do trecho. Ainda não há informações oficiais sobre o estado de saúde do motrista, que, segundo o vereador, estava preso nas grades da cabine.
De acordo com Adelson, o caso não é isolado e há indícios de algo mais grave acontecendo ao longo da via. “Tá acontecendo algo muito estranho já há algum tempo, e o DNIT com certeza já tem conhecimento disso, mas tem que botar a Polícia Federal, Polícia Civil e Militar pra investigação, porque tem gente roubando a sinalização”, disse.
O ex-vereador cita um acidente recente para ilustrar o perigo causado pela falta de placas.
“Não tem um mês que aconteceu um acidente aí, graças a Deus não houve vítima fatal, mas foi um acidente gravíssimo, o cara perdeu praticamente o caminhão. Passou em cima do quebra-mola, não tinha sinalização, ele foi à frente, o carro já sem freio e continuou andando, descendo uns 500 metros, adentrando a caatinga, ele não tinha como fazer o contorno”, explica.
Sobre o acidente desta sexta-feira, Adelson descreveu a gravidade da situação e chama a atenção do DNIT para que correções sejam feitas, bem como a implantação dos guardrails no local. A denúncia de furto de estruturas de segurança ganha ainda mais peso quando ele relata o desaparecimento frequente de placas.
“O cidadão tá preso nas ferragens do carro, de um caminhão amarelo. O pai de família nas grades da cabine do caminhão. Só dá pra ver o pé do cidadão. Eu tenho observado, o DNIT bota essas placas de sinalização, e são placas caríssimas, mas somem”, lamenta.
Além da falta de sinalização, o ex-vereador critica a própria engenharia da via, apontando riscos constantes para motoristas.
“É uma necessidade nesse momento de se pensar também na estrutura física do próprio contorno. O contorno, ele tem um declive que é uma engenharia errada, sabe? Se tá molhado, se tem uma terra, qualquer carro derrapa, porque ele vem da parte de cima, você vai fazendo a curva pra parte de baixo, sentido Pinhões, Poço- Pinhões. Escorrega. Eu mesmo já escorreguei meu carro. Se tiver areia, se tiver água, escorrega. Você tem que passar bem devagarinho”, alertou.
O relato ganha um tom ainda mais humano ao destacar o impacto das tragédias nas famílias:
“Então, o cidadão vem de muitas e muitas horas, né? Trabalhando, lutando pra sobrevivência da sua família e aí uma hora dessa a família tá recebendo a notícia de que o cidadão tá morto”.
Ao final, ele cobra providências e diálogo com as comunidades. “Então, a gente pede que o DNIT discuta com as nossas comunidades, sabe? Aqui em Pinhões, na região, pra discutirmos”, finaliza Adelson.
RedeGN/Foto: Reprodução/via WhatsApp







