O governo do Estado da Bahia reagiu às declarações da primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, que publicou um vídeo nas redes sociais criticando a regulação estadual após uma morte registrada no município de Uauá. Em nota, a Secretaria da Saúde afirmou que o caso será apurado e fez críticas diretas à postura adotada. “O prefeito de Salvador, Bruno Reis, deveria explicar à primeira-dama que não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração técnica dos fatos”.
A pasta também rebateu a versão de demora no atendimento e garantiu que a regulação ocorreu dentro do prazo. “A solicitação foi inserida às 14h35 e teve encaminhamento definido às 18h13, em menos de quatro horas”, informou. Segundo a Sesab, o quadro clínico da paciente já era considerado grave desde a origem, com sinais de alarme e manifestação hemorrágica.
No mesmo posicionamento, o governo lamentou o desfecho do caso e criticou o uso político da situação. “Infelizmente, apesar da resposta do Estado, a paciente evoluiu a óbito. É uma perda que lamentamos profundamente, mas não aceitaremos que uma tragédia seja usada de forma irresponsável contra quem trabalhou para salvar essa vida”, diz a nota.
O governo estadual também destacou que já vinha atuando em Uauá e em outras cidades em situação de alerta para dengue, com apoio técnico às gestões municipais, monitoramento epidemiológico e suporte à rede assistencial. “No município, já foi realizado ciclo de UBV, medida adotada conforme critérios técnicos da vigilância para reduzir a circulação do mosquito transmissor”.
Por fim, a Sesab ampliou o tom das críticas e direcionou cobranças à gestão municipal de Salvador. “Como primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso deveria olhar primeiro para a própria capital, onde a Prefeitura ainda convive com baixa cobertura de agentes comunitários, atenção primária insuficiente e dificuldade histórica de organizar a porta de entrada do SUS”, afirmou, acrescentando que “o Estado está trabalhando e continuará presente onde for necessário”.








