Líquido achado em sítio no Ceará é petróleo cru, conclui ANP

O líquido foi descoberto enquanto o agricultor Sidrônio Moreira furava o solo em busca de água, em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio no interior do Ceará é realmente petróleo. O achado foi feito pelo agricultor Sidrônio Moreira, que perfurava o solo da sua propriedade em busca de água, no município de Tabuleiro do Norte (CE).

De acordo com a ANP, o resultado foi enviado nesta quarta-feira (20) para o proprietário do terreno e também foi encaminhado para a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (SEMACE), “que poderá avaliar a necessidade de medidas e/ou orientações ao proprietário sobre aspectos relacionados a questões ambientais”.

Os técnicos da ANP não colheram uma amostra no local, mas levaram uma amostra feita pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha o caso desde o início. A equipe da agência disse que o achado causou espanto na equipe, pois é incomum que líquido semelhante a petróleo jorre de uma profundidade considerada rasa (40 metros).

Com a confirmação do petróleo, a agência abriu um processo administrativo para avaliar a área e o seu contexto geológico, de modo a estudar o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração. A ANP, porém, destacou que “não há prazo estabelecido para a conclusão da avaliação técnica” e, uma vez concluída, não há garantia de que a área será explorada comercialmente.

Embora o subsolo pertença à União, o agricultor poderá receber um percentual de até 1% se houver exploração comercial futura.

Muitas vezes, ocorre de uma área já mapeada e liberada para exploração pela ANP não atrair interesse de investidores devido ao tamanho da jazida, a dificuldade de extração, o custo da instalação da operação ou mesmo a baixa qualidade do petróleo, que exigiria mais gastos no processo de refino.

Portanto, mesmo com a formação de um bloco de exploração, há a possibilidade dele nunca ser arrematado para exploração.

“O custo de se montar uma unidade de produção numa região tem que ser equivalente ao retorno que a operação vai ter”, aponta Adriano Lima. “O retorno tem que estar relacionado à qualidade do óleo que ele vai extrair e à quantidade, à duração, o tempo que ele vai conseguir produzir”.

Post Author: Rogenilson Reis

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