O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou um caso de agressão contra uma atendente de caixa em Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste baiano. A fala ocorreu durante entrevista nesta sexta-feira (22) ao programa Sem Censura, da TV Brasil.
Segundo o presidente, o fato foi levado ao conhecimento dele pela primeira-dama Janja Lula da Silva. O presidente comentava sobre as diferenças entre o Brasil dos primeiros mandatos em que esteve à frente do Executivo do país com os tempos atuais, que considera que passou dos limites da civilidade. Lula disse que pediu ao governador baiano que desse atenção ao fato.
“Hoje, por exemplo, a Janja estava me mostrando no celular dela, um cidadão na Bahia foi no supermercado fazer uma compra e não sei o que aconteceu que ele deu um tapa na cara da caixa, que era uma negra, e chamou de ‘negra petista’. Eu estava no avião, passei a mensagem para o governador da Bahia e pedi para ele ir lá, sabe? Porque não é possível que um cidadão desse, em pleno século 21, em 2026, ele ainda não saiba que acabou a escravidão”, declarou.
Um vídeo flagrou a agressão contra a atendente. Apesar do caso, o homem saiu do supermercado sem ser abordado. Momento depois, um boletim de ocorrência foi registrado pela vítima e pelo gerente do supermercado.
O suspeito de cometer as agressões teria se apresentado como pastor, mas a Associação de Ministros Evangélicos de Luís Eduardo Magalhães declarou que ele nunca fez parte do quadro de membros.
Conforme o g1, o homem tem 57 anos, é vendedor de comércio varejista e atacadista e se candidatou a vereador da cidade em 2020, pelo partido Podemos.
Em nota, o supermercado informou que presta assistência para a funcionária, disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para a polícia e que o registro do boletim de ocorrência foi feito no mesmo dia.
“Não toleramos qualquer forma de violência contra nossos colaboradores, parceiros ou clientes. Nossas equipes são treinadas para oferecer o melhor atendimento com respeito e profissionalismo, e esperamos o mesmo tratamento em contrapartida”, diz a notaBahia Noticias e G1 Foto reprodução









