Forrozeiro anunciou que não cantará no São João da Bahia após impasses com o Ministério Público
Jerônimo Rodrigues e Flávio José Crédito: Joa Souza/GOVBA e Reprodução
Após anunciar que não irá cantar no São João da Bahia, o forrozeiro Flávio José cobrou do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o pagamento de dois shows que, segundo ele, ainda estão pendentes. O comentário foi feito nesta quinta-feira (11), em uma publicação na qual o chefe do Executivo estadual aparece criticando cachês milionários.
Flávio José comentou um vídeo publicado pelo portal TakTá na última quarta-feira (10). “Tenho dois shows que até hoje não foram pagos”, escreveu o cantor, um dos nomes mais tradicionais do forró brasileiro.
No vídeo, Jerônimo Rodrigues falou sobre responsabilidade fiscal na contratação de artistas para os festejos juninos. “Com um show de dois milhões, um milhão e meio, a gente faz uma UBS. Com um pouco mais, pode fazer uma creche de seis salas. Não é possível que, em duas horas, se consuma o valor de uma creche”, declarou.
A reportagem tentou contato com o governo estadual, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Ausência de Flávio José no São João da Bahia
Após impasses envolvendo a redução de cachês por determinação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Flávio José não se apresentará no estado neste ano. O artista divulgou a agenda oficial de shows para o São João na tarde de terça-feira (9), sem nenhuma apresentação prevista na Bahia.
No último dia 3, o cantor já havia anunciado que ficaria fora dos festejos juninos baianos. Na ocasião, lamentou a situação e afirmou que sempre priorizou o estado ao longo de sua carreira.
“Este ano, a Bahia ficará sem a minha presença. Às vésperas da maior festa de manifestação cultural do Nordeste, recebo a notícia de que o MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê, enquanto outros artistas que nada têm a ver com o forró ganham rios de dinheiro. É um desrespeito sem tamanho”, escreveu.
Na última segunda-feira (8), o MP-BA realizou uma reunião com representantes do cantor e procuradores municipais. Ao CORREIO, a promotora Rita Tourinho afirmou que o artista recusou todas as propostas apresentadas. “Tentamos todas as formas de diálogo, vários modelos, de várias maneiras, mas ele não aceitou nenhum tipo de acordo”, disse.








