Com a proximidade do São João, trabalhadores que atuam no comércio de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar a insatisfação com a falta de informações sobre o funcionamento das lojas durante o período junino. Segundo eles, enquanto os servidores públicos já têm definições sobre os pontos facultativos, a categoria segue sem qualquer orientação oficial.
“Está se aproximando a data mais esperada do ano, o nosso tão querido São João, e mais um ano nós, comerciários, ficamos à mercê do pronunciamento do suposto representante do comércio, o digníssimo Sindicato dos Comerciários. Inclusive, até parei de seguir as redes sociais deles porque não tem nenhuma informação que seja relevante e interessante para mim, comerciário”, declaram.
Os trabalhadores afirmam ainda que os decretos de ponto facultativo não costumam contemplar a categoria, e pedem mais sensibilidade com quem atua no comércio.
“O governo já decretou ponto facultativo para as repartições públicas. Sei que nós, escravos do comércio, iremos trabalhar, porque ponto facultativo nunca valeu para nós. O apelo que faço aos representantes é que ao menos reduzam a nossa carga horária nessa data, para que possamos nos arrumar e comemorar com nossa família”.
A insegurança enfrentada pelos funcionários também foi destacada na reclamação. “Que de fato ocorra uma fiscalização no horário de funcionamento do comércio, porque ficamos sujeitos a assaltos e riscos nessas datas comemorativas. Muitos donos de lojas vão curtir, viajar, e nós, funcionários, ficamos tomando conta do patrimônio deles, sem hora definida para ir para casa, nos arriscando em ponto de ônibus”.
Os trabalhadores disseram ainda que a categoria se sente ignorada quando busca esclarecimentos. “Que alguém possa ter consciência pela nossa classe, que chega a ser ignorada. Quando vamos reclamar com o sindicato, eles falam que é a Prefeitura que determina as datas comemorativas. Precisamos de respostas, seja da Prefeitura ou do sindicato. Temos uma vida e família além do trabalho”
Encaminhamos os relatos para o Sindicato dos Lojistas e do Comércio Varejista de Juazeiro (Sindilojas Juazeiro) e aguardamos uma resposta.
Redação PNB








