A onda frequente de furtos e arrombamentos no centro comercial de Juazeiro (BA) foi pauta de uma reunião promovida ontem (21) pela Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (Aciaj) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) com representantes das forças de segurança e do setor produtivo. O intuito foi discutir ações integradas de enfrentamento a esses atos de vandalismo.
Participaram do encontro representantes da Polícia Militar (PMBA), Polícia Civil (PCBA), Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, Corpo de Bombeiros, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sindilojas, Conselho do Distrito Industrial, Conselho Municipal de Segurança Rural, além de empresários e comerciantes.
Durante a reunião, as autoridades de segurança apresentaram suas estratégias operacionais e discutiram propostas para fortalecer as ações de fiscalização, prevenção e combate à criminalidade. Um dos principais pontos debatidos foi a necessidade de ampliar o registro oficial das ocorrências por meio do Boletim, considerado essencial para o planejamento das ações policiais. “A população precisa compreender a importância do registro oficial. É o Boletim de Ocorrência (BO) que fornece dados concretos para o mapeamento das áreas mais afetadas e permite que as forças de segurança planejem ações estratégicas de combate ao crime”, destacou o delegado da Polícia Civil, Barcos Aira.
Outro tema amplamente discutido foi a importância da participação da sociedade no enfrentamento à criminalidade. A comandante da 73ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), Major Tatiane, ressaltou que o combate aos crimes depende da atuação conjunta entre poder público, entidades e população. “É urgente a criação de uma rede colaborativa. As ocorrências precisam ser registradas para que as medidas policiais possam ser adotadas e os responsáveis identificados”, afirmou.
O secretário municipal de Segurança Cidadã, Adegivaldo Mota, reforçou que o enfrentamento da violência exige uma atuação integrada entre diferentes áreas da administração pública. “O combate à criminalidade é responsabilidade de todos. Além das forças policiais, as políticas sociais desempenham um papel fundamental na prevenção da violência, assim como as ações desenvolvidas pela Secretaria de Ordem Pública”, avaliou.
Propostas
Os participantes foram unânimes ao defender a necessidade de fortalecer a integração entre as instituições públicas e privadas. Entre as propostas apresentadas está a criação de um conselho permanente para discutir demandas relacionadas à segurança do comércio, elaborar estratégias de curto, médio e longo prazos e alinhar ações conforme o calendário comercial do município. “Sugerimos a criação de um conselho específico para tratar da segurança pública voltada ao comércio, permitindo o planejamento conjunto de ações, reforço do policiamento ostensivo e definição de estratégias permanentes para redução da criminalidade”, ressaltou o tenente-coronel Luiz Henrique.




