Defesa de Marecelo da Silva, reú pelo crime, fez um pedido liminar para paralisar temporariamente o processo até a decisão da transferência do Tribunal do Júri para o Recife
Nicolle Gomes, do diario de Pernambuco
Mãe da menina Beatriz afirma que: “mais uma tentativa de adiar a responsabilização foi rejeitada” (Reprodução/Rede Social)
A Justiça de Pernambuco negou o pedido liminar para suspender temporariamente o processo do Caso Beatriz até que a transferência do júri para o Recife seja analisada. A decisão, à qual o Diario de Pernambuco teve acesso, foi divulgada nas redes sociais por Lucinha Mota, mãe da vítima, nesta terça (11).
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No fim de julho, a defesa do réu pelo crime, Marcelo da Silva, pediu à Justiça pernambucana que o Tribunal do Júri fosse transferido de Petrolina para o Recife, argumentando que a trajetória política de Lucinha Mota compromete a imparcialidade do Conselho de Sentença.
Também foi solicitado que o processo fosse temporariamente suspenso até o julgamento da transferência do júri. A decisão do desembargador Honório Gomes do Rego Filho, assinada na terça-feira passada (4), foi contrária à defesa do réu.
O relator entendeu que “não se verifica, neste momento, situação de urgência capaz de justificar a medida excepcional pretendida”.
O magistrado determinou, ainda, que a Vara do Júri de Petrolina preste informações sobre o caso no prazo de cinco dias. Em seguida, o Ministério Público, a assistência de acusação e a Procuradoria de Justiça Criminal também deverão se manifestar antes do julgamento final do mérito.
“Mais uma vez, o assassino de Beatriz perde mais um recurso […] É assim que as famílias de vítimas no Brasil têm que esperar: com dor e sofrimento, enquanto assassinos covardes e cruéis se utilizam do Código de Processo Penal, só para protelar. Mas eu não vou desistir, não vamos parar, e, custe o que custar, o júri do assassino de Beatriz vai acontecer, e ele vai ser punido”, disse Lucinha Mota.
Na legenda da postagem, ela afirmou que “mais uma tentativa de adiar a responsabilização foi rejeitada”, e questionou: “até quando tantas brechas e possibilidades de recursos serão usadas para prolongar processos e, consequentemente, a dor das famílias”.
Por fim, ela apontou que “espera por justiça há anos”, e que cada novo recurso aumenta a “angústia e a sensação de que a luta nunca termina”.
O que diz a defesa de Marcelo da Silva
O Diario procurou a defesa de Marcelo da Silva, que afirmou que recebeu a decisão com “respeito”, destacando que a negação da liminar ocorreu por falta de urgência no momento, já que o júri ainda não tem data marcada.
A defesa ressaltou, no entanto, estar confiante no julgamento do mérito do pedido de transferência.




