João Roma defendeu que o debate eleitoral deveria priorizar temas do cotidiano da população baiana
Em coletiva, durante a homenagem da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), o candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), João Roma, voltou a questionar a execução da prometida ponte entre Salvador e o município de Itaparica e defendeu que o Ministério Público adote providências sobre o uso de recursos públicos em propagandas relacionadas ao tema.
Segundo o político, não há vestígios concretos da obra, mesmo após vistorias realizadas por diferentes meios. “Já fizeram vistoria pelo ar, pelo mar, pela terra e não se encontra vestígios da Ponte Salvador-Itaparica, né? Nem na inteligência artificial se vê a Ponte Salvador-Itaparica”, afirmou.
Roma atribuiu a reiteração do projeto a uma suposta estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) nas campanhas eleitorais. “Eu acho que o grande X da questão é uma tentativa do PT de mais uma vez enganar o povo baiano, né, está tentando, mais uma vez, são 20 anos, pessoal, com essa ladainha, chega na boca da eleição, faz um papelão daquele que repercutiu fora da Bahia”, disse.
O candidato rebateu críticas do ministro Rui Costa a questionamentos sobre a ponte, classificando como “agressões” as falas do candidato ao senado, que associou dúvidas sobre a obra a um “problema cognitivo”.
João Roma defendeu que o debate eleitoral deveria priorizar temas do cotidiano da população baiana, como redução de impostos, melhorias na saúde e na educação. Ele citou dados sobre a queda da classificação da Bahia no ensino em relação a outros estados e mencionou dificuldades na regulação da saúde.
“É uma pena que ao invés de discutir coisas sérias, ao invés de falar do dia a dia do povo baiano que precisa ser de mudança, de diminuir impostos, de melhorar os serviços da Bahia, porque as pessoas estão sofrendo com a regulação da saúde e a Bahia mais uma vez trazendo notícias tristes como a questão da nossa classificação em relação à educação que tem caído perante os outros estados”, afirmou.
O candidato também comentou pesquisas eleitorais, afirmando que os números indicam crescimento de sua campanha e do candidato Coronel, enquanto os postulantes ligados ao governo estadual, em especial o senador Jaques Wagner, teriam registrado queda.
“Olha, eu cheguei com muito otimismo. É o que essa pesquisa revela, é, que os candidatos do governo tem caído muito, especialmente Wagner. Eu e Coronel estamos crescendo. Com a diferença de apenas cinco pontos, para o segundo colocado”, afirmou. Ele disse ainda que a aliança com ACM Neto pode trazer “boas surpresas” no processo eleitoral.




