O senador aparece filiado ao Missão no cadastro do TSE e campanha suspeita de ataque hacker a dois dias do prazo de registro.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República enfrenta um impasse a dois dias do fim do prazo para o registro das candidaturas. O parlamentar aparece no cadastro da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão, legenda do também candidato à Presidência Renan Santos.
Segundo o histórico de filiações disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro foi desfiliado do PL e registrado como integrante do Missão na quarta-feira (12). A alteração pode impedir, neste momento, o registro da candidatura pelo Partido Liberal.
O prazo para que os partidos apresentem os pedidos de registro termina às 19h deste sábado (15). No caso da disputa presidencial, a solicitação deve ser feita diretamente ao TSE.
A mudança inesperada provocou mobilização na campanha de Flávio Bolsonaro. Integrantes do núcleo jurídico avaliam as medidas que serão adotadas para regularizar a situação e não descartam solicitar uma investigação à Polícia Federal.
A principal suspeita é de que um hacker tenha acessado o sistema responsável pelos registros e realizado a desfiliação do PL, seguida da filiação ao Missão. Ainda não está claro, segundo integrantes da campanha, se o eventual ataque teria ocorrido nos sistemas do PL, do Missão ou no sistema público.
Flávio Bolsonaro pretendia oficializar o registro de sua candidatura nesta quinta-feira (13).
A filiação registrada no Missão chama atenção também pela relação entre a legenda e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do partido, Renan Santos, é candidato à Presidência e já fez críticas públicas a Flávio Bolsonaro. Antes de o Missão ser oficialmente reconhecido como partido, integrantes que posteriormente passaram a integrar a legenda também se posicionaram contra o governo de Jair Bolsonaro, como o deputado federal Kim Kataguiri.




