Plano de governo do senador prevê transferência da gestão das universidades para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e maior aproximação da pesquisa com as demandas empresariais.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende retirar as universidades federais da estrutura do Ministério da Educação (MEC) caso seja eleito. A proposta prevê que a governança das instituições de ensino superior seja transferida para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), enquanto o MEC ficaria concentrado na educação básica.
A medida consta no plano de governo da candidatura e retoma uma ideia que chegou a ser discutida durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o documento, a mudança busca reunir universidades, ciência e tecnologia sob a mesma estrutura administrativa. “No ensino superior, vamos transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto”, diz o texto.
Além disso, o programa propõe mudanças no financiamento científico. As agências de fomento à pesquisa passariam a priorizar o chamado “impacto produtivo” dos projetos, aproximando a produção acadêmica das demandas apresentadas pelas empresas. A proposta, portanto, pretende ampliar a relação entre pesquisa, inovação e atividade econômica.
A reorganização também prevê que o MEC concentre esforços nos problemas de aprendizagem e no analfabetismo funcional. A proposta foi elaborada com participação do ex-prefeito e candidato a deputado federal Eduardo Cury (PL-SP), que afirmou que a área educacional do programa tem “o DNA” dos responsáveis pela formulação. Caso seja implementada, a mudança exigiria uma ampla reorganização da estrutura do governo federal.





