Deputado federal teve conhecimento que criminosos estariam limitando a atuação de candidatos ligados a Direita em Salvador
Após receber pelas redes sociais informações de que criminosos estariam proibindo candidatos da Direita e apoiadores de Flávio Bolsonaro e ACM Neto de realizarem atividades eleitorais em determinadas comunidades de Salvador, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA), candidato a reeleição, decidiu ir pessoalmente às localidades citadas para verificar a situação.
Neste sábado (22), o parlamentar percorreu áreas de Fazenda Grande II, Fazenda Grande III e Fazenda Grande IV, acompanhado de sua equipe de campanha.
Antes da visita, o militar baiano também havia recebido relatos de que candidatos e integrantes de equipes de campanha teriam sido expulsos ou impedidos de realizar atividades eleitorais em algumas localidades.
Durante o percurso, a equipe circulou com veículos adesivados, distribuiu material eleitoral e conversou com moradores. Também foram registradas pichações com siglas atribuídas a grupos criminosos em diferentes pontos da região.
Alden afirmou que decidiu realizar a atividade para verificar, na prática, as informações que haviam chegado até ele.
“Recebi essas informações e resolvi vir aqui com minha equipe. Não podemos aceitar ordem de bandido. Criminoso não escolhe quem entra numa comunidade, não escolhe quem pode fazer campanha e muito menos escolhe em quem o cidadão pode votar”, afirma Alden.
Moradores pediram anonimato
Durante a visita, o deputado federal conversou pessoalmente com moradores que pediram para não serem identificados e relataram que grupos criminosos estariam, de fato, impondo restrições à realização de atividades políticas de determinados candidatos nas comunidades.
Segundo Alden, os moradores solicitaram anonimato por receio de possíveis represálias. Por segurança, nomes, imagens e outras informações que possam permitir a identificação dessas pessoas serão preservados.
“Uma coisa é receber uma informação pelas redes sociais. Outra é entrar na comunidade e ouvir de moradores que isso estaria acontecendo. Eles conversaram conosco, mas pediram para não aparecer e não ter seus nomes divulgados. Quando o cidadão tem medo até de ser identificado falando sobre o que acontece no próprio bairro, nós temos um problema muito maior, pontua Alden.
O Vice-Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o Capitão Alden afirmou que sua experiência na Segurança Pública também pesou na decisão de não interromper a atividade diante das informações recebidas.
“Passei anos da minha vida enfrentando o crime usando uma farda. Não vai ser agora, como candidato, que ameaça de criminosos vai me fazer recuar. Quem manda no voto é o eleitor. E quem tem que ter medo da lei é o bandido, não o cidadão”, conclui Alden.
Para o parlamentar, caso os relatos sejam confirmados pelas autoridades, o episódio ultrapassa uma eventual tentativa de impedir a circulação de candidatos e passa a representar uma possível interferência do crime organizado no livre exercício da atividade política e na liberdade de escolha dos moradores.
“O mais grave não é tentarem impedir um candidato de entrar. O mais grave é uma família viver em um lugar onde criminosos pretendem determinar quais candidatos ela pode ouvir. O voto é secreto, a escolha é livre e comunidade nenhuma pode ter dono”, comenta Alden.
O político defendeu que os relatos sobre ameaças, expulsões de equipes e eventuais restrições à atividade eleitoral sejam apurados pelas autoridades competentes, com a identificação e responsabilização dos envolvidos caso as denúncias sejam comprovadas.
“Não vamos expor nenhum morador que conversou conosco. Mas esses relatos precisam ser levados a sério e investigados. Facção criminosa não pode estabelecer fronteira política dentro de Salvador. Comunidade pertence ao cidadão, não ao crime organizado”, sinaliza Alden.





