Saúde mental: teleatendimento gratuito para mulheres em situação de violência e mães atípicas chega a todo o Brasil; veja como acessar o serviço

Mulheres em situação de violência e familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras passaram a contar com acesso ampliado a atendimentos remotos de saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O serviço, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, tem capacidade para realizar até 100 mil teleatendimentos por mês.

A iniciativa voltada às mulheres em situação de violência começou em março deste ano, inicialmente como projeto-piloto nas cidades de Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Agora, o atendimento foi ampliado para todos os estados brasileiros e passou a contemplar também mães, tias, avós, irmãs e outras familiares que exercem o papel de cuidadoras.

A ampliação ocorre em meio ao crescimento das notificações de violência contra mulheres. Dados registrados por serviços de saúde públicos e privados apontam que os casos de violência física, psicológica, sexual ou financeira passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025. O aumento é superior a 100% em uma década.

O serviço oferece acompanhamento psicológico remoto com profissionais mulheres capacitadas pelo Ministério da Saúde para realizar escuta sensível em ambiente virtual e identificar possíveis situações de risco.

Como acessar

Para utilizar o atendimento, a usuária deve entrar no aplicativo Meu SUS Digital com a conta gov.br. Na plataforma, é necessário acessar a opção “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.

Depois, a usuária será direcionada para a plataforma da AgSUS, onde deverá realizar o cadastro e informar se está ou esteve em situação de violência ou se é cuidadora de uma pessoa que necessita de acompanhamento.

Em até 24 horas, a equipe responsável entrará em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Até o atendimento, serão enviados lembretes e, no dia agendado, o link para acesso à consulta virtual.

Nos casos relacionados à violência, o primeiro atendimento avalia possíveis riscos, a rede de apoio disponível e as principais necessidades da mulher. Cada usuária pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando houver necessidade.

Ao final do acompanhamento, a paciente poderá ser encaminhada para a continuidade do cuidado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede de saúde. Os CAPS também podem ser procurados diretamente.

O teleatendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Atendimento em situações de risco

Em situações de risco imediato, a orientação é buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo telefone 190.

Já nos casos considerados graves, mas que não exigem uma intervenção emergencial naquele momento, os profissionais responsáveis pela articulação do cuidado poderão realizar os encaminhamentos necessários junto aos serviços de saúde disponíveis no território, conforme as necessidades identificadas durante o atendimento.

Redação PNB

Post Author: Rogenilson Reis

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