Subtítulo: Proposta apresentada durante plenária em Mandacaru 2 recebeu apoio dos produtores, comissão organizadora, representantes jurídicos e Codevasf.
Durante plenária com produtores rurais , Raffani defendeu que documentos e contas da associação sejam analisados por um mediador imparcial, com participação dos produtores, através de uma Comissão participativa; a proposta recebeu apoio dos produtores presentes de forma unânime
Juazeiro (BA) – Uma plenária realizada nesta quarta-feira (9), no Mandacaru 2, em Juazeiro, reuniu produtores rurais do Projeto de Irrigação Tourão, representantes da Codevasf, integrantes da associação responsável pela administração do perímetro, advogados, imprensa e demais envolvidos em um impasse que vem mobilizando a comunidade produtora da região.
O encontro teve como principal pauta o conflito envolvendo a associação dos produtores responsável pela administração do perímetro irrigado, a Codevasf e a Agrovale, em meio às discussões sobre a continuidade da gestão pela Autip e à necessidade de esclarecimento de questionamentos relacionados à administração da entidade.
Durante a reunião, o empresário e liderança regional Raffani Souza apresentou uma proposta de mediação como alternativa para evitar que o conflito se transforme em uma disputa de interesses e para garantir que todos os documentos e informações relacionados à administração sejam analisados de maneira técnica, transparente e independente.
Segundo Raffani, a associação vem sendo responsável pela administração do perímetro há mais de duas décadas e, conforme defendido pelos produtores presentes, possui histórico de trabalho e organização na condução das atividades com clareza e lucidez.
A Proposta é por mediador independente
Diante do cenário de divergências, Raffani Souza sugeriu que seja escolhido um mediador imparcial e tecnicamente habilitado, com a formação de uma comissão participativa envolvendo os próprios produtores rurais.
A ideia apresentada é que todos os documentos comprobatórios da administração sejam apresentados ao mediador e analisados de forma independente, permitindo que eventuais questionamentos sejam esclarecidos com base em documentos, números e informações oficiais.
Durante sua manifestação, Raffani citou como possibilidade uma instituição pública com independência para atuar na análise e mediação, mencionando, como exemplo, o Ministério Público da União ( MPU ).
A proposta busca evitar que a documentação seja submetida exclusivamente a uma estrutura ligada a qualquer uma das partes diretamente interessadas na disputa.
“Não se trata de escolher um lado. Trata-se de garantir que os fatos sejam apurados por quem não tenha interesse direto no resultado. Os produtores precisam ter segurança de que seus documentos serão analisados com transparência, imparcialidade e critério técnico”, defendeu Raffani.
Disputa envolve administração do perímetro
O ponto central do impasse está relacionado à administração do Projeto de Irrigação Tourão e à possibilidade de mudança no modelo atualmente conduzido pela associação dos produtores.
De um lado, produtores defendem a continuidade da gestão pela entidade que, segundo eles, administra o perímetro há mais de 20 anos e representa diretamente os usuários da estrutura de irrigação.
Do outro, estão as discussões envolvendo a participação da Agrovale, uma das grandes empresas do agronegócio da região, e a Codevasf.
Raffani chamou atenção para o risco de uma eventual concentração da administração nas mãos de uma única empresa, argumentando que a estrutura atende a dezenas de produtores e que as decisões precisam considerar o conjunto dos usuários do perímetro.
Para ele, a questão não deve ser tratada como uma disputa entre empresas, mas como uma discussão sobre o modelo de gestão de uma estrutura que impacta diretamente produtores rurais e a economia regional.
Questionamentos sobre a administração
Durante a plenária também foram discutidos questionamentos relacionados à gestão da associação e à necessidade de fiscalização e apresentação de documentos.
Raffani defendeu que qualquer denúncia ou suspeita deve ser devidamente apurada, mas ressaltou que essa apuração precisa ocorrer por meio de uma instância independente, evitando que uma parte interessada tenha controle sobre o processo de análise.
A proposta apresentada prevê justamente que a documentação seja disponibilizada a um mediador imparcial, com acompanhamento de uma comissão formada pelos próprios produtores, permitindo que as informações sejam confrontadas e os questionamentos devidamente esclarecidos.
Proposta recebe apoio durante plenária
De acordo com Raffani Souza, a proposta apresentada durante a audiência recebeu manifestação favorável dos produtores presentes e da comissão organizadora, além de contar com a concordância dos representantes jurídicos das partes e do superintendente da Codevasf que participava da reunião.
A manifestação foi acompanhada por aplausos dos participantes, e a sugestão passou a ser considerada uma das principais alternativas apresentadas durante o encontro para encaminhamento do conflito.
Para Raffani, o resultado demonstra que existe espaço para construir uma solução através do diálogo.
“Quando existe um conflito, a pior coisa que podemos fazer é transformar a discussão em uma guerra de interesses. O caminho é colocar todos os documentos sobre a mesa, escolher alguém imparcial para analisar e permitir que os produtores participem desse processo. Se a administração está correta, a documentação vai demonstrar isso”, afirmou.
Defesa da continuidade da gestão dos produtores
Ao final de sua participação, Raffani Souza reforçou sua defesa de que a administração do perímetro permaneça com a associação dos produtores, desde que os procedimentos e documentos sejam submetidos à devida análise e estejam em conformidade com as exigências legais e administrativas.
A posição defendida é que a eventual renovação do contrato de concessão ou continuidade da administração deve ocorrer com transparência, participação dos produtores e segurança jurídica.
O Projeto Tourão possui importância estratégica para a agricultura irrigada do Vale do São Francisco, envolvendo produtores que dependem diretamente da estrutura de irrigação para suas atividades.
Para Raffani, qualquer decisão sobre o futuro da administração precisa levar em consideração não apenas os interesses das grandes empresas, mas também a realidade dos produtores que vivem e produzem dentro do perímetro irrigado.
“Quem produz precisa ser ouvido”
Ao comentar sua participação na plenária, Raffani Souza afirmou que sua atuação teve como objetivo contribuir para uma solução que preserve o diálogo e evite a radicalização do conflito.
“Eu não fui à plenária para atacar ninguém. Fui para apresentar uma proposta de solução. Quem produz precisa ser ouvido. Se existem questionamentos, vamos apurar. Se existem documentos, vamos analisar. Mas isso precisa ser feito com independência, transparência e participação de quem está diretamente envolvido”, concluiu.
A expectativa agora é que a proposta de mediação apresentada durante a plenária seja considerada nos próximos encaminhamentos envolvendo a administração do Projeto de Irrigação Tourão.
⸻
Sugestão de título mais político para blogs
Raffani Souza propõe mediador independente para destravar conflito no Projeto Tourão e defender participação dos produtores
Subtítulo: Proposta apresentada durante plenária em Mandacaru 2 recebeu apoio dos produtores, comissão organizadora, representantes jurídicos e Codevasf.
Observação importante: eu manteria no texto expressões como “segundo os produtores”, “questionamentos”, “conflito” e “proposta”, em vez de afirmar como fato que houve “calúnia”, “manobra” ou irregularidade da Agrovale. Como isso envolve empresas e acusações potencialmente litigiosas, essa redação deixa a matéria forte jornalisticamente, mas muito mais segura juridicamente.






