Os funcionários da Caixa Econômica Federal rejeitaram, por 59,3% dos votos, a nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho e decidiram manter a greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (22). A decisão foi tomada na segunda-feira (21), durante assembleia virtual realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Proposta é rejeitada
A nova proposta apresentada pela Caixa Econômica Federal foi recusada pela maioria dos trabalhadores que participaram da votação. Com a decisão, a paralisação continua após a categoria rejeitar a última oferta apresentada pela direção do banco público.
O principal impasse para o encerramento da greve é o Saúde Caixa, plano de saúde dos trabalhadores. A categoria rejeita mudanças que aumentam o valor pago por empregados, aposentados e dependentes.
Os trabalhadores reivindicam que a Caixa assuma uma parcela maior do financiamento do plano de saúde.
Antes da votação, uma plenária virtual apresentou detalhes da proposta do banco para 505 empregados da base do sindicato.
Bancos privados encerraram negociações
Enquanto a greve continua na Caixa, os trabalhadores dos bancos privados já fecharam um acordo e encerraram as negociações.
A Convenção Coletiva de Trabalho foi aprovada e assinada em São Paulo após entendimentos com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo garante reajuste salarial real de 0,6% por dois anos. O aumento acima da inflação também se aplica a benefícios como vale-refeição e vale-alimentação, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A convenção aprovada também prevê medidas relacionadas a direitos sociais e saúde, incluindo ações de combate ao assédio, apoio à saúde mental e o direito de o trabalhador desligar o celular fora do expediente.
Fonte: BNews






