Alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações do Caso Master, o secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, não recorreu da decisão que manteve a apreensão de seu passaporte e segue impedido de deixar o país.
Segundo a plataforma do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 23, o relator do caso, ministro André Mendonça, registrou que Sodré não interpôs recurso contra a decisão referente à restrição do passaporte.
Nas últimas semanas, Mendonça havia seguido o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF) e mantido a medida que impede o secretário, integrante da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), de viajar para fora do Brasil. Entre os fundamentos apresentados para a manutenção da restrição está o risco de fuga diante do estágio das investigações.
Sodré tentou anteriormente reverter a apreensão do passaporte sob a justificativa de que participaria de compromissos internacionais. Um deles seria o “Programme d’Invitation des Personnalités d’Avenir”, na França. O secretário alegou ter sido selecionado pelo Ministério de Assuntos Internacionais da República da França, com viagem prevista para ocorrer entre 14 e 31 de agosto de 2026.
Caso Master
Eduardo Sodré, que é enteado do senador Jaques Wagner (PT), foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de desvios e fraudes envolvendo o Banco Master.
De acordo com as informações da investigação, o secretário é investigado pela PF por suposto recebimento de vantagens indevidas em contrapartida a uma articulação legislativa favorável ao Grupo Master, então gerido por Daniel Vorcaro. A apuração também investiga uma possível atuação de Sodré na articulação financeira do esquema.
Entre os crimes investigados estão corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.







