A assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não encontrou, entre 2 e 11 de outubro, publicações com as afirmações apontadas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) como desinformação no canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O parecer foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, após ele determinar a suspensão do canal, que reúne 3,9 milhões de participantes. A informação é do jornal O Globo.
A suspensão foi motivada por uma reclamação da campanha de Flávio, que alegou disparos em massa de conteúdos falsos. No entanto, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, reverteu a decisão e manteve o canal no ar, citando possíveis restrições à liberdade de expressão. A assessoria técnica ressaltou que não localizou as afirmações examinadas, embora tenha identificado publicações cuja possível equivalência com conteúdos já derrubados pelo TSE não pôde ser determinada.
Em meio à disputa judicial, Nunes Marques marcou uma reunião com representantes jurídicos das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira (13). O parecer também apontou que a estrutura de mobilização coordenada do canal continuava ativa e sugeriu a análise de dados sob guarda da Meta, responsável pelo WhatsApp, para verificar o cumprimento do plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral. Segundo levantamento citado por O Globo, o TSE recebeu 698 processos envolvendo as duas principais candidaturas até 4 de outubro, recorde em comparação com as duas últimas eleições presidenciais.







