Capitão Alden defende PL independente

CAPITÃO ALDEN criticou a estratégia adotada por ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia

Por Mateus Soares

O deputado federal reeleito Capitão Alden (PL) criticou a estratégia adotada por ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo governo da Bahia e defendeu que o Partido Liberal lance candidaturas próprias nas principais cidades do estado em 2028. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (16), durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1.

Na avaliação de Alden, a decisão de ACM Neto de regionalizar o debate eleitoral e evitar pautas nacionais contribuiu para sua derrota diante do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o parlamentar, enquanto o petista associava sua campanha à imagem do presidente Lula (PT), o ex-prefeito de Salvador evitava confrontos com o governo federal.

“Jerônimo, a todo momento, nas suas falas, nos seus pronunciamentos e na TV, sempre falava e se aproximava de Lula. Ou seja, pautas nacionais que, se o PT baiano estiver alinhado ao PT nacional, a Bahia vai crescer, vai avançar, vai ter recursos. Enquanto Neto ficava no discurso: ‘não, vamos regionalizar, vamos falar da Bahia, os problemas da Bahia, não vamos nacionalizar’, ou seja, porque ele sabia que, se os problemas fossem nacionalizados, ele ia ter que inevitavelmente atacar Lula”, afirmou.

“Então, eu acredito que esta omissão, ou esta decisão de não atacar Lula e de não falar de pautas nacionais, prejudicaram e muito a campanha. Não tem como você derrotar Jerônimo se não atacar Lula”, acrescentou.

Alden também criticou a avaliação de que a soma dos votos de ACM Neto e João Roma (PL) na eleição anterior seria suficiente para garantir a vitória da oposição. “Imaginaram apenas e tão somente que João Roma teve 700 mil votos na outra eleição e juntando 700 com os 400 que faltou, então está tudo junto, está tudo lindo para ganhar a eleição. E não é, eleição não funciona desse jeito”, disse.

O parlamentar questionou ainda a estratégia de mobilização de apoiadores nas ruas e fez alegações sobre pagamentos a motociclistas, transporte de eleitores por prefeitos e pressão sobre servidores públicos, sem apresentar provas na entrevista. “E quer vencer uma eleição mostrando força nas ruas, e eleição não é isso. Eleição é posicionamento, eleição é pauta. O eleitor quer saber o que é que você defende ou o que é que você não defende; quer objetividade e posicionamento”, afirmou.

Na área da segurança pública, Alden avaliou que ACM Neto poderia ter explorado mais o tema, utilizando como referência a gestão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. “Por que ACM Neto não foi a Goiás visitar o presídio? Eu estive lá no presídio, eu posso falar o que Caiado realmente fez pela segurança pública. Onde não tem celulares funcionando em presídios, os presídios no mesmo estilo de segurança federal, a polícia bem remunerada”, declarou.

Ao abordar as eleições municipais de 2028, Alden defendeu uma mudança na estratégia do PL, com o lançamento de candidatos próprios, em vez de alianças construídas apenas para derrotar o PT. “Tem que acabar com essa conversa de vamos nos unir para derrotar o PT e enfraquecer o PL”, declarou. “O PL, que é o meu partido, tem que ter vereadores, tem que ter prefeitos, vice-prefeitos”, ressaltou.

Questionado sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Feira de Santana, o deputado destacou sua ligação com o município e colocou seu nome à disposição da direção nacional.

Post Author: Rogenilson Reis

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