A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Juazeiro, no norte da Bahia, entrou na agenda do governador Jerônimo Rodrigues (PT) como oportunidade para discutir a construção de uma nova ponte entre o município baiano e Petrolina, em Pernambuco.
A agenda de Lula na Bahia foi confirmada pelo chefe do Executivo estadual e também pela assessoria de imprensa. Segundo Jerônimo, equipes do governo federal e do Estado já estavam mobilizadas para organizar uma travessia entre as duas cidades.
Estarão presentes o governador reeleito da Bahia Jerônimos Rodrigues, a senadora Teresa Leitão, os senadores eleitos na Bahia e em Pernambuco Rui Costa, Jaques Wagner, Humberto Costa e Marília Arraes, o presidente do PSB, João Campos, o deputado federal Pedro Campos e demais lideranças regionais e nacionais.
Durante a entrega de equipamentos de cromatografia e 12 viaturas ao Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA), o governador afirmou que a atual estrutura já não atende plenamente às necessidades de ligação entre os dois municípios, separados pelo Rio São Francisco.“Está na cabeça nossa, quem sabe, no futuro, com Lula presidente, uma nova ponte ali. Aquela ponte já está estreita para dois estados irmãos”, declarou.
Jerônimo cita parceria com governadora de Pernambuco
O governador baiano também destacou a relação com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e afirmou que pretende aproveitar os próximos anos de mandato para avançar na articulação em torno da obra.
“Tem mais quatro anos para Raquel, mais quatro anos para mim. Eu espero que a gente possa fazer essa ponte, ampliar, para a relação Bahia-Pernambuco acontecer melhor”, disse.
A proposta busca ampliar a integração entre Juazeiro e Petrolina, cidades que formam um importante polo econômico regional e mantêm relações comerciais e sociais intensas.
Travessia pode reunir apoiadores
Jerônimo afirmou ainda que, caso a agenda se concretize, a travessia entre Juazeiro e Petrolina poderia reunir apoiadores no dia seguinte, em uma mobilização que, segundo ele, “vai amanhã envermelhar aquela ponte”.
Apesar da sinalização política, o governador não apresentou detalhes sobre prazo, orçamento ou etapas para a construção de uma nova estrutura. A iniciativa foi mencionada como uma possibilidade futura, condicionada à articulação entre os governos.







