Uma mobilização em defesa da saúde pública, da democracia e da justiça social foi realizada na quinta-feira (22), na Orla II de Juazeiro, no norte da Bahia. O ato “Defensores do SUS com Lula”, foi convocado para reafirmar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), defender as políticas públicas de saúde e apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A concentração iniciou às 17h13, e os organizadores defenderam a união de apoiadores em torno de um sistema de saúde que assegure atendimento à população, com acolhimento, cuidado e dignidade.
Para o enfermeiro Helder Coutinho, que participou do ato, defender o SUS significa proteger o direito à saúde e reconhecer a importância dos profissionais que atuam diariamente na assistência à população.
“Como enfermeiro de formação, sei que defender o SUS é defender a vida, a dignidade, a esperança de milhões de brasileiros. É reconhecer que a saúde pública de qualidade exige investimento, compromisso político e valorização dos profissionais que estão diariamente na linha de frente do cuidado. É por isso que defendemos o fortalecimento dos programas fundamentais ao nosso povo”, afirmou.
Helder também destacou a contribuição de programas e políticas públicas para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. Entre as iniciativas citadas por ele estão o Mais Médicos, a Farmácia Popular, o Agora Tem Especialistas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Brasil Sorridente.
“Esses são alguns dos programas que vêm fortalecendo a saúde pública no país. Essas políticas representam ações concretas para ampliar o acesso à saúde e reduzir as desigualdades. Defendê-las é defender o direito de cada cidadão a um atendimento digno, humanizado e de qualidade.
Não aceitamos retrocessos no direito à saúde e nos direitos sociais. Precisamos de mais investimentos, melhores estruturas, melhores condições de trabalho e respeito a todos os profissionais”, declarou.
Helder ressaltou a participação popular como parte da defesa da democracia e da valorização do sistema público de saúde.
“Estivemos nas ruas porque acreditamos que a democracia se fortalece com a participação popular e que o SUS precisa ser valorizado e defendido todos os dias. O SUS é patrimônio do povo brasileiro. A saúde é um direito, não um privilégio. Democracia sempre”, concluiu.
O que é o SUS e por que ele é importante?
O Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema público de saúde brasileiro, responsável por oferecer serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e recuperação da saúde. Sua criação está relacionada à Constituição Federal de 1988, que estabeleceu a saúde como um direito de todos e um dever do Estado.
O artigo 196 da Constituição determina que o poder público deve garantir o acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde, além de desenvolver políticas destinadas à redução dos riscos de doenças e de outros problemas que afetam a população. A Lei nº 8.080, de 1990, regulamentou a organização e o funcionamento do sistema.
Na prática, o SUS vai muito além das consultas médicas e dos atendimentos de urgência. Sua estrutura inclui a vacinação, o acompanhamento pré-natal, a distribuição de medicamentos, a vigilância sanitária e epidemiológica, os transplantes, os atendimentos hospitalares e diversas ações de prevenção de doenças.
O sistema também atua no controle de epidemias, na fiscalização de produtos e serviços que podem representar riscos à saúde e na organização de campanhas de saúde pública. Essas atividades fazem com que sua atuação esteja presente no cotidiano da população, inclusive em situações nas quais o cidadão não percebe diretamente que está utilizando um serviço vinculado ao SUS.
O funcionamento do sistema é orientado por princípios que buscam garantir o acesso à saúde como um direito de cidadania. Entre os principais estão a universalidade, que assegura que todas as pessoas têm direito ao atendimento pelo SUS, independentemente de renda, ocupação ou condição social. O SUS também garante a integralidade, prevendo que o cuidado com a saúde considere as diferentes necessidades de cada pessoa, e a equidade, busca reduzir as desigualdades no acesso aos serviços.
Antes da criação do SUS, o acesso à assistência médica pública estava concentrado principalmente nos trabalhadores vinculados à Previdência Social e em seus dependentes. Com a Constituição Federal de 1988, a saúde passou a ser estabelecida como um direito universal e uma responsabilidade do Estado, garantindo o acesso aos serviços públicos de saúde independentemente de vínculo empregatício ou contribuição previdenciária.
Como o SUS é organizado?
A gestão do SUS é compartilhada entre a União, os estados e os municípios. Cada esfera de governo possui responsabilidades no planejamento, no financiamento e na execução das políticas de saúde, com o objetivo de organizar uma rede integrada de atendimento.
Nos municípios, a população costuma ter o primeiro contato com o sistema por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde são realizados atendimentos de atenção primária, acompanhamento de doenças crônicas, vacinação, pré-natal e outras ações. Quando necessário, os pacientes podem ser encaminhados para serviços especializados, hospitais e unidades de maior complexidade.
Redação PNB








