Roosevelt Vilela declarou que mantinha convicção na vitória de Flávio Bolsonaro
O deputado distrital Roosevelt Vilela, do PL, expressou descontentamento com o resultado da eleição presidencial e proferiu declarações controversas sobre a Região Nordeste .
O parlamentar afirmou que o território nordestino atua como uma “fábrica de pobreza” e criticou o impacto histórico das diretrizes sociais adotadas por governos de esquerda. A declaração foi dada durante entrevista concedida ao portal Metrópoles na última quinta-feira, 29.
Vilela declarou que mantinha convicção na vitória de Flávio Bolsonaro no pleito e lamentou a conjuntura política do país.
”O Nordeste é uma fábrica de pobreza. O presidente Lula vai para o quarto mandato de presidente, e você pega os números de 20 anos, quatro legislaturas para trás. Cinco legislaturas. E o Nordeste é o mesmo Nordeste. Não mudou nada”, declarou o parlamentar, argumentando ainda que poucas famílias ascenderam socialmente no período e que a vitória de Lula significou a perda de “uma grande oportunidade de prosperidade”.
Indicadores sociais
Dados oficiais do IBGE e da FGV contrapõem discurso e mostram avanço econômico regional
Embora o congressista distrital tenha apontado estagnação, levantamentos socioeconômicos de órgãos oficiais e institutos de pesquisa indicam mudanças no cenário regional recente.
A Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de 2025, confirma que as regiões Norte e Nordeste mantêm a maior concentração proporcional de vulnerabilidade do país. No entanto, o órgão destaca uma retração contínua nos índices de pobreza.
De acordo com os dados do IBGE, o Nordeste registrou a maior queda anual na proporção de pessoas em situação de pobreza, recuando de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024, uma diminuição de 7,8 pontos percentuais.
Evolução em números
Estudos conduzidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) acompanham a trajetória de recuperação dos indicadores socioeconômicos da região:
Rendimento domiciliar: pesquisa da FGV publicada em 2025 aponta que, entre 2012 e 2024, a renda domiciliar per capita média no Nordeste teve um crescimento acumulado de 26,7%, com redução concomitante da desigualdade medida pelo Índice de Gini.
Superação da pobreza: levantamento anterior do mesmo instituto (2024) indica que mais de 3 milhões de nordestinos deixaram a linha de pobreza no intervalo entre 2012 e 2023.











