Apoio do Governo da Bahia à reeleição de Andrei Gonçalves independe de disputa interna no PT, avalia Roberto Carlos

A aliança política que garantiu a eleição do prefeito Andrei Gonçalves (MDB) em Juazeiro deverá ter continuidade em 2028, independentemente de eventuais divergências dentro dos partidos que integram a base governista. Essa é a avaliação do deputado estadual Roberto Carlos (PV), ao comentar os possíveis movimentos políticos para a próxima disputa municipal.

Questionado sobre a possibilidade de o PT apresentar candidatura própria à Prefeitura de Juazeiro e sobre o espaço dos demais partidos da federação, o parlamentar afirmou que o Governo da Bahia considera o apoio recebido durante as eleições municipais para definir sua atuação nos próximos pleitos.

Roberto Carlos destacou que Andrei contou com a participação de diferentes legendas na eleição e que o resultado eleitoral do governador Jerônimo Rodrigues em Juazeiro também demonstrou a força da articulação política do atual prefeito.“Nós tivemos na eleição passada quatro anos menos 5%. Hoje nós tivemos mais 18%. Isso significa que nós crescemos com Jerônimo aqui 23%. Isso significa que ele tem uma participação clara, que eu tenho também, Zó tem, Juvenilson tem. Mas sobretudo ele, o governo do estado vai estar na reeleição do prefeito Andrei, mesmo que o PT não queira estar, entendeu? Porque é um regramento”, afirma.

O deputado também mencionou experiências de outros municípios baianos para explicar que o apoio do governo estadual não está necessariamente condicionado à posição de um único partido. Como exemplo, citou Itapetinga, onde, segundo ele, o então governador Jaques Wagner apoiou a candidatura à reeleição de Michel Hagge, mesmo diante de uma movimentação do PT local em torno de outro nome.

Ao falar sobre sua trajetória política, Roberto Carlos afirmou que nunca dependeu de apadrinhamento e que costuma construir alternativas eleitorais em diferentes municípios para não ficar condicionado exclusivamente aos apoios políticos de Juazeiro. “Eu sempre digo que eu nunca tive apadrinhamento político, herança política, herança financeira. Eu sempre me preparei para o pior quando essa questão de apoio político. Por isso que, graças a Deus, eu nunca fui pego de surpresa nas minhas eleições, porque eu me preparo”, afirma.

O parlamentar ainda destacou o resultado obtido em Salvador, onde esperava alcançar entre 10 mil e 12 mil votos e chegou ao limite superior dessa previsão, com o apoio da coordenação de campanha de seu filho, o vereador Anderson Leal.Redação RedeGN

Post Author: Rana Naiade

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