
(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Pesquisa nacional feita pelo Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (2) pelo jornal “Folha de S.Paulo”, mostra que cresceu a avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Com isso, Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, em comparação com os ex-presidentes FHC, Lula e Dilma.
Veia nos números:
Avaliação
Ótimo/bom: 29% – eram 33%, em julho, e 32%, em abril;
Regular: 30% – eram 31%, em julho, e 33%, em abril;
Ruim/péssimo: 38% – eram 33%, em julho, e 30%, em abril;
Não sabe/não respondeu: 2% – eram 2%, em julho, e 4%, em abril;
Expectativa
Ótimo/bom: 45% – eram 51%, em julho, e 59%, em abril;
Ruim/péssimo: 32% – eram 24%, em julho, e 23%, em abril;
Não sabe/não respondeu: 2% – eram 2%, em julho, e 4%, em abril;
Bolsonaro fez mais, menos ou o que deveria pelo país?
Fez pelo país mais do que esperava: 11% (eram 12% em julho, e 13% em abril);
Fez pelo país o que esperava que ele fizesse: 21% (eram 22% em julho, 22% em abril);
Fez pelo país menos do que esperava: 62% (eram 61% em julho, e 61% em abril);
O presidente age ou não como deveria?
Age como presidente deveria: 15% (eram 22% em julho, e 27% em abril);
Na maioria das ocasiões age como deveria: 27% (eram 28% em julho, e 27% em abril);
Em algumas ocasiões age como deveria: 23% (eram 21% em julho, e 20% em abril);
Em nenhuma ocasião age como deveria: 32% (eram 25% em julho e 23% em abril);
Outros
A perda de apoio de Bolsonaro também mais visível entre os mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos. Neste segmento, a aprovação ao presidente caiu de 52% em julho para 37% agora. Já a avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.
As piores avaliações de Bolsonaro também ficam entre os mais jovens (16 a 24 anos), 24%, e dos com menor escolaridade (só ensino fundamental, 26%).
Entre as regiões, Bolsonaro viu sua reprovação aumentar de 41% para 52% no Nordeste de julho para cá. Na região Sul, considerada bolsonarista, a avaliação negativa de seu governo aumentou de 25% para 31%.
As mulheres são as que mais rejeitam o presidente: 43% das entrevistadas o avaliam como ruim ou péssimo, ante 34% dos homens.
Outros presidentes
Aos 8 meses de mandato, os percentuais de ruim e péssimo de outros presidentes foram os seguintes:
FHC (1995): 15%
Lula (2003): 10%
Dilma (2011): 11%
Bolsonaro (2019): 38%
A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de agosto com 2.878 pessoas com mais de 16 anos, em 175 cidades brasileiras. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro.
Da Redação








