
Depois que o vereador Allan Jones (PTC) e médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juazeiro entraram com duas representações, na última terça-feira (27), junto ao Ministério Público Estadual e ao Conselho Regional de Medicina da Bahia (CREMEB), a Delegada Regional do CREMEB, circunscrição Juazeiro, Jamille Freire S. Almeida concedeu entrevista em meios de comunicação dizendo-se contrária a decisão da prefeitura de Juazeiro.
Confira o áudio completo da Delegada Regional do CREMEB, circunscrição Juazeiro, Jamille Freire S. Almeida abaixo:
O vereador Allan Jones ainda preocupado diz: “É preciso que a Prefeitura de Juazeiro avalie as medidas que poderá tomar, pois serão drásticas e prejudicarão a população. Apoio todo o discurso da delegada do CREMEB, as decisões tem que ser conversadas e não aconteceu isso por parte da secretaria de saúde”, lembrou.
Surpreendida com desabafo
“Eu fui surpreendida com o desabafo dos colegas médicos que trabalham na UPA de Juazeiro com relação à decisão do município, em reduzir o número de médicos na Unidade de Atendimento. Foi uma decisão unilateral, não houve nenhuma conversa com os médicos anteriormente, e com isso fomos surpreendidos com a notícia, assim como também com a mudança do atendimento de emergência da pediatria – que sairia do Hospital Materno sendo transferido para a UPA, onde não se tem adequações suficientes”, disse.
Espaços não adequados
“Sabemos que na UPA em termos da ortopedia, não sabemos se esse atendimento vai permanecer depois dessas mudanças, assim como também já havia incluído o atendimento na área de psiquiatria, o que deixou os médicos ainda mais angustiados em saber que o espaço não é adequado para pediatria. Seriam atendidos crianças e pacientes adultos no mesmo espaço físico, e daí a preocupação deles em acionar o Conselho Regional de Medicina, assim como também o Ministério Público, que teve como objetivo melhorar o atendimento à comunidade”, pontuou
Preocupação
“Não sei como funcionaria o atendimento de pediatria, pois isso tem preocupado bastante os médicos. Outro problema está relacionado a emergência do hospital materno infantil que ficará fechada, o que prejudicará mais ainda a população, porque fica fora de um local que foi preparado para o atendimento, apenas para crianças”, disse Jamille Freire.









