AUXÍLIO EMERGENCIAL JÁ – UMA NOVELA DA FOME EM JUAZEIRO

O coletivo de trabalhadores do setor cultural que tem se mobilizado para a criação de um Auxilio Emergencial para os trabalhadores da cultura Juazeiro estão indignação com a publicação do decreto Nº 1.441/2021 que regulamenta a lei que institui o auxílio emergencial Afonso Conselheiro.

Além da falta de transparência e ausência completa de diálogo com o segmento cultural o decreto, evidenciou absurdo desconhecimento da diversidade e da realidade sociocultural presente na Cidade.

A Gestão, sem conversar com ninguém, descumpre os critérios que previamente havia acordado com o movimento, e estabeleceu uma espécie de “barema” com critérios abusivos, suspeitos e duvidosos para seleção e concessão dos benefícios.

Um dos pontos de mais polemica é a discriminação descabida, que tenta colocar os músicos e os demais profissionais dos segmentos culturais, em rota de colisão, privilegiando um segmento, em detrimento dos outros. 

Outro critério abusivo que o barema apresenta, é quando coloca em desvantagem os trabalhadores que foram beneficiados pela lei Aldir Blanc, os quais zeram a pontuação em um dos critérios.

O movimento ressalta que todos os segmentos da cultura foram igualmente afetados pela pandemia e que mesmo na área da música, existe diversos trabalhadores que fazem o segmento acontecer, a exemplo de técnicos de som e de luz, contrarregras, etc. A gestão ignora tal diversidade e estabelece uma espécie de hierarquia entre os fazedores de cultura.

Pondera-se ainda, que os pagamentos dos processos da lei Aldir Blanc, uma lei federal, com recursos federais, foram efetuados ainda em 2020 e os processos demandavam a realização de projetos. O que nada tem haver com a modalidade do auxílio emergencial. Estabelecer essa disparidade é minimamente abusivo para com a classe cultural.

Não bastasse a demora em executar uma lei já aprovada, a Gestão cria burocracias que dificultam mais ainda o acesso dos agentes culturais ao que é seu por direito.

Portanto defendemos a revogação dos pontos abusivos do decreto e que mais celeridade na concessão do auxílio que deveria ser emergencial, para ontem!

Por Raimundo Fábio

Ascom/Coletivo do Artistas de Juazeiro

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