Caso Beatriz: Procuradoria Geral de Justiça decidirá se Polícia Federal participará da investigação do crime

No último dia 28 de dezembro, após os pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há seis anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, caminharem por 23 dias, o Governador do Estado, Paulo Câmara, assinou um parecer favorável a federalização do caso. Essa era uma das reivindicações de Lúcia Mota e Sandro Romilton, que cobram justiça e a prisão dos envolvidos no crime.

Agora cabe à Procuradoria Geral de Justiça analisar e decidir se há elementos legais para que a Polícia Federal entre na investigação. Em entrevista ao Fantástico, no programa transmitido ontem (02) na rede Globo, o presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, afirmou que acredita que o órgão também será favorável ao pedido.

“Eu creio que os requisitos aí estão presentes, a gente tem aí tanto a questão da violação de direitos humanos, tratados dos quais o Brasil é signatário. Inúmeros tratados [dos quais] o Brasil é signatário, de defesa das crianças e dos adolescentes, e, por outro lado, é um crime de repercussão”, afirmou Baptista.

Ainda durante a reportagem, o Secretário de Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire de Barros, explicou que caso ocorra a federalização, a investigação da Polícia Federal será realizada em paralelo a já realizada pela Polícia Civil.

“Essa outra apuração que ocorrerá em paralelo à nossa força-tarefa, que prossegue. Caso haja a federalização, buscando esse culpado que é o interesse de todos, chegar realmente a esse autor desse crime bárbaro e levá-lo ao sistema de Justiça”, salientou Barros.

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o inquérito do caso tem 24 volumes, 442 depoimentos, sete tipos diferentes de perícias, 900 horas de imagens e 15 mil chamadas telefônicas analisadas e foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 2021.

Ainda segundo as informações, os autos foram enviados em 2019 ao Ministério Público de Pernambuco, que requisitou novas diligências. O governo afirmou que todas as solicitações foram cumpridas e entregues ao MPPE pela força-tarefa criada para investigar o caso.

Caminhe por Justiça

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, iniciaram a Caminhada por Justiça na madrugada do último dia 05 em Petrolina, e chegaram ao destino, Recife, na última terça-feira (28). Foram mais de 700km.

Ao longo do caminho, a luta foi ganhando mais adeptos dos moradores das cidades pernambucanas, do sertão ao agreste. Os pais de Beatriz Mota receberam diversas manifestações de carinho e apoio durante o trajeto.

Caso Beatriz

Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.


Da Redação PNB com informações do G1

Post Author: Rogenilson Reis

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