
O combate ao câncer deve se acentuar nos próximos anos. Isso porque a estimativa é que até 2019 surgirão mais de 1,2 milhão de novos casos da doença no Brasil. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Estão previstas 600 mil ocorrências até o fim do ano. Segundo o órgão, as doenças e agravos não transmissíveis (Dant) já são os principais responsáveis por mortes ao redor do mundo — entre eles estão problemas cardiovasculares e tumores malignos.
O câncer de pele não melanoma é o mais frequente, e a perspectiva é de que continue assim nos próximos dois anos. Ao todo, cerca de 165 mil podem ser afetados por essa moléstia no país. Segundo os dados da pesquisa, há, provavelmente, mais casos de câncer em homens do que em mulheres. Enquanto para eles a estimativa é de cerca de 300 mil novos diagnósticos, para elas, o número fica em 282 mil. Além disso, os tipos da doença mudam de acordo com o gênero. No sexo masculino, os mais comuns são de próstata, com 31,7%; pulmão, 8,7%; intestino, 8,1%; estômago, 6,3%; e cavidade oral; 5,2%. No feminino, grande parte dos casos é devido à mama, com 29,5%, em seguida intestino, 9,4%; colo do útero, 8,1%; pulmão, 6,2%; e tireoide, 4%.








