domingo, 8 de novembro
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A inesperada morte de Gustavo Bebianno, por Sidney Rezende

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

A morte de Bebianno entra para o rol de outras igualmente enigmáticas: Ulysses Guimarães, Teori Zavaski, Eduardo Campos e Juscelino Kubistchek

Gustavo Bebianno – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil  

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Por Sidney Rezende* no portal SRzd

Leia também: SAAE combate ligações clandestinas e retoma abastecimento do Park Jatobá e Park Residencial

Não há quem não tenha tomado um susto ao acordar e receber a notícia da morte do ex-ministro do Governo Bolsonaro, Gustavo Bebianno, de apenas 56 anos que foi vítima de um infarto fulminante. Há poucos dias externei minha vontade de conhecê-lo pessoalmente, já que circulava a notícia de que ele seria mesmo pré-candidato do PSDB a prefeito do Rio.
Tudo indica que ele também tinha interesse no nosso encontro. Recebi uma primeira mensagem dele dizendo: “Boa tarde Sidney. Como vai você? O (aqui ele cita um amigo comum) me passou o seu número. Por favor, registre o meu aí. Forte abraço”. Respondi prontamente.

Deixei de propósito para a próxima semana o contato definitivo para entrevistá-lo na série que estamos fazendo na coluna de política que assino em O Dia com todos os nomes que se apresentam. Infelizmente, não deu tempo!

A inesperada morte de Bebianno entra para o rol de outras igualmente enigmáticas: o desaparecimento do helicóptero de Ulysses Guimarães, os acidentes aéreos que levaram Teori Zavaski e o candidato presidencial Eduardo Campos. Até o acidente de carro que encerrou a vida de Juscelino Kubistchek até hoje suscita interpretações controversas.

Gustavo Bebianno não estava deprimido, e sim esperançoso em reconstruir um novo rumo. No ritmo dele, o ex-ministro que sabia demais e que chegou a dizer que tinha medo justamente por este motivo, estava numa costura em favor do governador João Doria.

Talvez repetisse com Doria com a mesma importância que teve na vitória do então candidato, Jair Bolsonaro.

Foi um duro golpe para o seu novo partido, o PSDB, para quem contava com a sua expertise política. A experiência diz que assistimos agora o primeiro capítulo que começa com a dor da família, principalmente seu filho que o acompanhava pessoalmente em algumas missões, perpassa as páginas médicas e, logo em seguida, será alimento para teorias conspiratórias gravíssimas.

*Sidney Rezende é jornalista e editor do Portal SRzd

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