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Abril Roxo – Uma a cada dez mulheres sofre com adenomiose

Por Rogenilson Reis 2 min de leitura

No país, estima-se que 150 mil novos casos sejam registrados anualmente, de acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio na camada muscular do útero (miométrio), a adenomiose é uma doença mais comum do que se imagina e afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os sintomas mais comuns estão a dor pélvica intensa e sangramento menstrual abundante.

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Apesar da alta incidência, a doença ainda é pouco conhecida, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Tanto que durante o mês de abril, o Brasil se une à campanha Abril Roxo, dedicada à conscientização sobre a adenomiose. No país, estima-se que 150 mil novos casos sejam registrados anualmente, de acordo com dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Infertilidade

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Comumente confundida com a endometriose devido às características semelhantes dos sintomas, o ginecologista e obstetra e docente do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Dr. Márcio Beta, alerta que a adenomiose precisa ser diagnosticada e tratada com urgência pois seu agravamento pode levar a infertilidade. “Existem alguns casos em que a doença é assintomática, por isso a necessidade de a mulher estar com suas consultas e exames ginecológicos em dia”.

O especialista destaca que o tratamento da adenomiose varia conforme a gravidade da adenomiose. Pode incluir desde o uso de medicamentos até procedimentos cirúrgicos, como a histerectomia em casos em que as intervenções clínicas não funcionaram. “Em paralelo ao tratamento, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são essenciais na diminuição das dores e inflamações”, destaca.

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