ACM Neto aponta falta de articulação de Jerônimo na infraestrutura e cita promessas não cumpridas: “Qual legado ele deixa?”
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou, na manhã desta quinta-feira (20), que falta ao estado uma atuação mais direta do governador em Brasília para cobrar do governo federal soluções para demandas de infraestrutura. Durante sabatina promovida pelo jornal A Tarde, Neto também contrapôs a situação atual à promessa feita por Jerônimo Rodrigues (PT), na eleição de 2022, de que a relação partidária com o presidente da República ajudaria a resolver os problemas da Bahia.
Ao ser questionado sobre os caminhos para viabilizar e acelerar obras que dependem da União, o candidato defendeu que o chefe do Executivo estadual exerça uma função de articulação política junto ao governo federal e à bancada baiana no Congresso. Segundo ele, essa atuação é necessária principalmente nas intervenções em rodovias federais que cortam o estado.
“Eu vejo dois caminhos. Primeiro porque algumas coisas dependem fundamentalmente do Governo Federal. As BRs dependem do Governo Federal, melhorar a condição da BR-101, da 116, da 242 e da 324, que são as quatro principais rodovias que cortam a Bahia, isso depende do governador exercer a sua liderança, a função de governador para ir a Brasília articular com a bancada federal e ter uma ação conjunta de cobrança”, disse.
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“Quatro anos atrás Jerônimo Rodrigues se elegeu dizendo que ser do mesmo partido do presidente da República resolveria todos os problemas do nosso Estado. Quando a gente olha a questão de logística e infraestrutura, os problemas estão aí. Qual é o legado que ele deixa? Ponte Salvador-Itaparica existe? Saiu do papel? Não existe. A BR-324 essa novela, primeiro a ViaBahia que sai recebendo uma indenização de R$ 900 milhões, o Dnit assume e a rodovia fica desse jeito, a ponto de surgir aquele buraco, que na verdade é uma cratera”, acrescentou.
Ao detalhar os exemplos, o candidato mencionou ainda a situação da BR-242, que liga diferentes regiões do estado e dá acesso ao Oeste baiano, e a ponte sobre o Rio Jequitinhonha.
“Na BR-242 que corta a Bahia e nos leva até o Oeste, que hoje é uma das principais fronteiras agrícolas do Brasil, a BR está acabada e destruída. Vemos a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, tudo isso foi interlocução que não aconteceu e efetividade no trabalho que não ocorreu, que deveria ter sido feita pelo governador. O governador é a maior voz da Bahia, o maior líder do Estado. Cabe a ele ir a Brasília mobilizar o presidente, os ministros e o Congresso para que as coisas aconteçam”, afirmou.
Neto apontou ainda uma segunda frente para a infraestrutura, desta vez relacionada às atribuições do próprio governo estadual. A proposta apresentada pelo candidato prevê um planejamento voltado aos 27 territórios de identidade, com definição de objetivos, investimentos e ampliação de serviços públicos de acordo com as características de cada região.
“Uma outra parte dessas soluções depende da iniciativa própria do governo do Estado, e nós vamos fazer um planejamento estratégico e ecônomico para cada um dos 27 territórios de identidade da Bahia. Cada um a partir das sua vocações e potenciais vai ter quais são os objetivos, em que tempo esses objetivos vão ser alcançados e o que vai ser preciso mobilizar em termos de investimento e ampliação de serviços públicos para que a Bahia cresça a partir do interior. Essa é a nossa principal estratégia”, finalizou.











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